Carta pastoral – Agosto de 2026 – ano VII
“TARDE
DEMAIS”
Textos para ler: Lucas 16.19-31
Queridos e amados irmãos, que a Graça e
paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.
Todos nós já
chegamos tarde a algum lugar. Perdemos um ônibus porque demoramos alguns
minutos. Chegamos atrasados a uma reunião. Perdemos uma oportunidade porque
adiamos uma decisão. Alguns atrasos podem ser corrigidos. Mas existem situações
em que o atraso produz consequências que não podem mais ser revertidas.
ELE
SE PREOCUPOU COM A ETERNIDADE TARDE DEMAIS - Durante sua vida, o homem rico
estava ocupado demais vivendo para o presente. Ele tinha suas roupas, seus
banquetes, sua casa, seus prazeres e sua riqueza. Mas não pensava seriamente na
eternidade. Somente depois da morte ele percebeu que a vida terrena não era
tudo. Essa é uma das grandes ilusões da humanidade: viver como se esta vida
fosse permanente.
Jesus,
porém, constantemente nos chama a olhar para além do presente. A pergunta mais
importante da vida não é: “Quanto eu consegui acumular?” É: “Onde
está minha vida diante de Deus?” Podemos passar anos construindo uma
carreira e não construir uma vida com Deus. Podemos cuidar do corpo e
negligenciar a alma. Podemos conquistar bens e perder a eternidade. Podemos
investir naquilo que termina e negligenciar aquilo que permanece.
Jesus
disse: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a
sua alma?” Marcos 8.36
O
homem rico descobriu tarde demais que a eternidade não deveria ser uma
preocupação para depois. Quantas pessoas
vivem preocupadas com aposentadoria, patrimônio, carreira e segurança
financeira, mas quase não pensam na eternidade? O problema não é planejar o
futuro. O problema é planejar todos os futuros, menos o futuro eterno.
ELE
SE PREOCUPOU COM AS PESSOAS TARDE DEMAIS - Existe algo muito forte na
narrativa. Durante sua vida, Lázaro estava à porta do homem rico. A necessidade
estava literalmente diante dele. Ele não precisava procurar Lázaro. Lázaro
estava perto. O problema estava diante dos seus olhos. Mas ele não fez nada. Depois
da morte, porém, ele passou a pensar nas pessoas. Ele pediu que Lázaro fosse
enviado para ajudá-lo. Depois pensou nos seus irmãos. Agora ele queria que
alguém os avisasse.
É
impressionante: na eternidade, ele começou a se preocupar com aquilo que
havia ignorado na terra. Quantas vezes fazemos a mesma coisa? Percebemos o
valor de alguém depois que perdemos essa pessoa. Queremos pedir perdão depois
que a oportunidade passou. Queremos demonstrar amor depois que a pessoa já não
está mais conosco. Queremos ajudar depois que a necessidade já passou. Queremos
abraçar depois que o relacionamento já foi quebrado. Queremos dizer “eu te amo”
depois que não podemos mais dizer.
Por isso, o
evangelho nos chama a amar enquanto há tempo. “Enquanto temos oportunidade,
façamos o bem a todos...” Gálatas 6.10 Existe uma urgência no amor. Não devemos
esperar perder para valorizar. Não devemos esperar a ausência para reconhecer a
presença. Não devemos esperar o funeral para dizer aquilo que poderíamos ter
dito em vida.
MAS
AQUI ESTÁ A BOA NOTÍCIA: EM JESUS NUNCA É TARDE DEMAIS - A história do homem
rico termina com uma porta fechada. Mas o evangelho apresenta uma porta aberta.
A parábola mostra o perigo de deixar para depois. O evangelho mostra a
oportunidade do agora. Enquanto o homem está vivo, ele pode se
arrepender. Enquanto há vida, há oportunidade de buscar a Deus. Enquanto há
tempo, há oportunidade de amar.
Amar a Deus, Amar o próximo e Fazer Discípulos.
Até a última casa!
Pr. Luiz Antonio
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