terça-feira, 28 de novembro de 2017

Carta Pastoral 075 - Lembranças


Carta pastoral – Novembro de 2017 – ano II – 075

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Lembranças”

Textos para ler: Lm 3.21; Fl 4.8; Sl 119.11; Tg 1.22-24

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Estamos chegando ao final de mais um ciclo do GCEU. Parece que foi ontem que começamos. Vivemos em um tempo tão dinâmico e de tantos acontecimentos novos que, quando assustamos, o ano já se foi. Diante desse contexto de corre-corre não podemos desprezar os acontecimentos que marcaram nossas vidas, os momentos de aprendizado e crescimento que o Senhor Deus nos proporcionou. O profeta Jeremias escreve em lamentações que traria à memória aquilo que lhe dava esperança, ou seja, que os fatos vividos do passado podem servir de impulso para o futuro. Vamos refletir um pouco sobre os momentos que marcaram nossas vidas no GCEU. Que vocês possam compartilhar uns com os outros as experiências que viveram:

1.      Quais foram as pessoas que você conheceu e passou a amar mais?

2.      Qual foi a reunião do GCEU que mais te alegrou e te fortaleceu num momento difícil que vivia?

3.      Que testemunho você pode contar que recebeu através das orações no GCEU?

4.      Qual carta pastoral você não se esquece? Que a mensagem marcou sua vida

5.      O que mudou em sua vida depois que passou a participar do GCEU?

Que as recordações nos impulsione a um próximo ano de maiores conquistas e experiências com o Senhor. Não tenho dúvidas que Deus está preparando o ano de 2018 para impactar ainda mais as nossas vidas. Será o ano da multiplicação e crescimento dos GCEUs por toda a nossa região, e muito mais vidas serão transformadas pelo evangelho de Cristo. Um novo ano nos espera com novos sonhos e novas realizações!

ATÉ A ÚLTIMA CASA!
                                                                                                              Pr. Luiz Antonio

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Carta Pastoral 074 - Atitude


Carta pastoral – Novembro de 2017 – ano II – 074

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Atitude”

Textos para ler: Fl 2.3-4; Fl 4.1-8; Fl 3.1; Fl 2.14

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Neste final de semana tivemos diversas programações na igreja onde pudemos ver o Senhor agir de modo sobrenatural. Houve um fluxo muito grande de atividades simultâneas no templo dia e noite. Durante todo o tempo em que via irmãos pra lá e pra cá, pude refletir sobre um tema que é de suma importância para uma vida abençoada e vitoriosa naquilo que almejamos conquistar; ATITUDE.

Nós não temos controle sobre tudo o que acontece à nossa volta. Há situações em nossa vida que é o reflexo das escolhas que outros fizeram mas que refletem em nós. Um exemplo simples, é o fato de pessoas debilitadas por conta de um acidente no transito, não porque dirigiam mal, mas porque outro dirigia. A vida é repleta de situações em que mais reagimos às ações dos outros do que vivemos as nossas próprias ações, e o diferencial é qual atitude tomar diante de uma escolha infeliz e impensada de alguém. Vejamos algumas atitudes que nos conduzem a uma vida bem sucedida:

1.    Atitude de humildade Fl 2.3-4. A primeira atitude para a construção de uma vida vitoriosa, conforme os versículos acima, é não sermos egocêntricos, pensando apenas em nós mesmos e em nossas questões, mas, sim, humildemente, considerando o outro e suas questões tão importantes ou mais do que nós. Isso gera uma vida vitoriosa porque nos força a não viver fechados em nós mesmos, em nosso mundinho, muitas vezes supervalorizando e aumentando a importância daquilo que somos e fazemos, seja bom ou ruim. Quando tiramos os olhos de nós e os colocamos no outro, temos a oportunidade de viver de maneira mais completa e prazerosa, e com um sentido muito nobre: servir ao próximo.

2.    Atitude de edificação Fl 2.14. O segundo aspecto para a construção de uma vida vitoriosa é ter uma atitude de edificação. O contrário disso é a murmuração e o espírito de contenda. Ambos passam por um hábito de pensar negativamente acerca dos outros e da própria vida. Percebo o quanto as pessoas gastam seu precioso tempo apenas reclamando dos outros, vendo e procurando defeito em tudo. Não há como ser vitorioso na vida com esse tipo de atitude. É fato que a vida não é um “mar de rosas”. Entretanto, por mais que ela nos prepare surpresas desagradáveis que não podemos evitar, conforme já foi dito, está em nossas mãos, escolher que atitude tomar frente a essas situações. Que seja uma atitude de edificação.

3.    Atitude de alegria Fl 3.1; 4.1,4-7. A terceira atitude para se construir uma vida vitoriosa diz respeito à alegria. Por três vezes, nos versículos acima, Paulo diz: “Alegrai-vos”. Na ocasião em que escreveu a epístola aos filipenses, Paulo estava preso. Apesar disso, não permitindo que a situação determinasse sua atitude, ele optou pela alegria e recomendou isso. O cristão deve ter, constantemente, uma atitude de alegria, independentemente das circunstâncias pelas quais esteja passando. Isso é possível, não porque os problemas sejam ignorados, mas, sim, porque confiamos no Deus da paz, entregando em suas mãos tudo o que nos causam dor e sofrimento Fp 4.6,7. Sempre enfrentaremos situações adversas. Diante delas, entretanto, sempre teremos a opção da alegria.

Diante de um conflito, podemos cair no erro de culpar os outros ou cair na auto piedade. Culpar os outros é uma opção fácil. Podemos, até mesmo, culpar a Deus pelo que nos acontece. Porém, é uma opção perigosa. Ao culpar os outros, cultivamos amargura no coração e nos distanciamos deles. Isso gera uma vida de derrota, abaixo do padrão que Deus sonhou para nós. Quanto à auto piedade, esse é um erro tão grave quanto o primeiro ou mais. Ela é o nosso inimigo particular número um. Acontece quando olhamos para nós como vítimas inocentes e injustiçadas desta vida. Fechamo-nos no nosso canto e começamos a remoer, dentro de nós, tudo de ruim que nos aconteceu. Essas duas atitudes não resolvem os problemas, pelo contrário, os aumentam.

Nossas atitudes são fundamentais quanto à qualidade de vida que teremos. Nesse ínterim, o que ocupa nossas mentes é de fundamental importância. As atitudes que tomamos são motivadas por aquilo em que pensamos. Tendo isso em vista, Paulo diz, concluindo: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento Fp 4.8. Ocupe sua mente com pensamentos que te levem a ter as atitudes corretas. Não se permita pensar de maneira negativa e derrotista. Pense conforme a palavra do Senhor.

Em Cristo, esperança da Glória. Até a última casa!



                                                                                                            Pr. Luiz Antonio

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Carta Pastoral 073 - A Cruz também foi por eles


Carta pastoral – Novembro de 2017 – ano II – 073

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“A Cruz também foi por eles”

Textos para ler: At 10.34-35; Jo 3.16; 1Tm 2.1-8;

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Neste domingo aconteceu um terremoto entre os países Irã e Iraque que deixou, até o momento, mais de 400 mortos, 7 mil feridos e cerca de 700 mil desabrigados. Foi o terremoto que matou mais pessoas esse ano. No entanto, pouco se ouviu falar dessa tragédia, os jornais não colocaram essa notícia nas capas, a televisão falou mais do ENEM e do futebol do que da dor de milhares de seres humanos. Esse é o mundo chamado globalizado, que para tudo por 2 ou 3 que morrem nos Estados Unidos e França, mas ignora os milhares que morrem na África e arredores.

Não somos diferentes da mídia, pois também temos níveis diferentes de misericórdia e compaixão. Nos compadecemos das pessoas de acordo com o vínculo, o conhecimento, o grau de amizade, familiaridade etc. Sempre queremos chamar a atenção das pessoas para o sofrimento à nossa volta mas quando se trata do sofrimento alheio, ignoramos. Reclamamos se não recebemos ajuda quando precisamos, mas nunca ajudamos quando podemos. Não visitamos quem está doente, mas sentimos quando não recebemos visita.  É por essas e outras que precisamos aprender com Jesus todos os dias e ser moldado por Ele constantemente.

Ele não faz acepção de pessoas At 10.34-35. A nossa cor, nacionalidade, posição social, etnia não faz diferença para o Senhor Deus. A Graça teve abrangência universal Ap 7.9-10. A misericórdia de Deus vai de encontro a samaritanos, etíopes, romanos e gadarenos. O seu amor é para conosco apesar das nossas imperfeições Rm 5.8. Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo, ou seja, antes de morarmos no Santos Dumont, Sir, Brasil, Irã ou Inglaterra Ele já nos amava. Deus não nos ama pelo nosso CEP, Ele nos ama por Cristo.       

Precisamos amar quem precisa Rm 5.20b. Todos nós precisamos ser amados, mas há aqueles que precisam ser amados, ajudados e cuidados. A viagem missionária que fizemos a Itinga nos mostrou que precisamos sair dos nossos limites de convivência para levar amor à quem não tem nada. Amar quem está do nosso lado agora com um bom perfume é fácil, e os que estão no asilo, no isolamento do hospital, na rua??? A Igreja só será de fato Igreja quando amar como Cristo a amou, GCEU só será de fato GCEU, quando olhar para fora e conseguir enxergar e ouvir o clamor dos desprezados.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ensine a ser de fato seguidor e imitador de Cristo. Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

                                                                                                          Pr. Luiz Antonio

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Carta Pastoral 072 - Ser como criança


Carta pastoral – Novembro de 2017 – ano II – 072

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Ser como criança”

Textos para ler: Mt 18.1-6; Mc 10.14-16; Mt 21.15-16

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Estivemos no último final de semana com o Ministério infantil e sua equipe, participando do Acampacriw (Acampamento de crianças e pré-adolescentes wesleyanos). Foram dias marcantes para as crianças e também para nós. Um trabalho excelente que mesclou de forma ordenada, momentos de lazer, brincadeiras e de adoração, oração e ensino da palavra de Deus.

Foi observando as crianças durante todo o evento, que o Espírito Santo, na manhã de domingo falou ao meu coração sobre a importância de nos tornarmos como criança para entrar no Reino dos céus. Vamos refletir em três aspectos principais que devemos aprender com as crianças para uma vida que glorifique à Deus e alcance o Reino dos céus:

1.   Pureza. Desde a saída da igreja, percebi que o propósito de cada uma era desfrutar de dias alegres e prazerosos, e que nada seria impedimento para isso. Portanto o ônibus apertado e quente se transformou em um lugar de diversão e aventura. Se a comida atrasou, vamos brincar! Todas as dificuldades foram suprimidas pelo desejo de aproveitar cada momento. Penso que a pureza das crianças é uma grande necessidade nossa, pois vemos dificuldade em tudo, reclamamos de tudo, qualquer probleminha é capaz de destruir um ambiente que seria de alegria. A vida daquele que serve ao Senhor deve radiar alegria, gratidão e satisfação mesmo em meio ao deserto. Nós somos o povo tirado do “Egito” para celebrar festa no deserto. Não podemos permitir que coisas, até pequenas deste mundo, roube de nós a alegria de viver e desfrutar de momentos bons ao lado de quem amamos. 1Ts 5.16,18; Fl 4.4; Ne 8.10.

2.   Energia. Outro fator que é notório nas crianças é a energia que têm. Voltamos esgotados fisicamente e elas ainda tinham gás para mais umas duas semanas. Essa energia que precisamos ter e aprender com elas, não é somente física mas emocional e espiritual. É a energia superar desafios, de vencer os próprios limites, de superar as adversidades para conquistar. É o desejo de crescer e ser alguém melhor, de adorar ao Senhor com todo corpo, alma e mente. É a capacidade de ser corrigido, sem perder o humor. De se machucar mas continuar na brincadeira. Como precisamos dessa energia! Vemos pessoas ainda jovens que perderam o desejo de viver. Não têm animo para servir à Deus, por causa das feridas, pararam no caminho, desistiram de continuar o ministério que receberam do Senhor porque alguém chamou a atenção ou criticou. O Senhor nos convida a se levantar e se fortalecer nEle. Js 1.5-7; Is 41.13.

3.   Perdão. É inevitável que crianças se desentendam, machuquem e provoquem umas às outras. Mas é impossível que elas mantenham a discórdia e a raiva por muito tempo. As mesmas que trocam empurrões, em questão de minutos, estão trocando abraços. As mesmas que trocam ofensas, saem em defesa do outro. O ressentimento sara muito antes que a marca no corpo. Talvez, é o que mais temos que aprender com as crianças. Como a mágoa, o ressentimento, o ódio tem interrompido planos de Deus na vida de pessoas. Quantas pessoas talentosas e esforçadas na obra de Deus vão para o inferno por causa da falta de perdão. Os conflitos pessoais causam um prejuízo terrível para o Reino de Deus. Pessoas que não podem trabalhar juntas, abandonaram o ministério por desentendimento. Sem contar o número incalculável daqueles que saíram da igreja por terem sido ofendidas e não houve pedido de perdão. Mt 6.12-15.

Que possamos aprender e nos tornar como crianças para que sejamos conforme o Senhor Deus deseja. Que também, cuidemos de nossas crianças para que continuem com essas virtudes. Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!
                                                                                                  Pr. Luiz Antonio

sábado, 21 de outubro de 2017

Carta Pastoral 071 - Escravidão


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 071

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Escravidão”

Textos para ler: Jo 8.34; Pv 5.22; 2Pe 2.19; Rm 8.15; Jo 8.32; Jo 8.36

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O Ministério do Trabalho se envolveu em uma grande polemica essa semana, quando alterou as regras que determinam o que é trabalho escravo no Brasil. O assunto tem gerado debates e críticas até de órgãos internacionais.

É bem verdade que trabalho escravo sempre existiu e não são as regras que irão impedir ou estabelecer a sua existência. Se olharmos para a remuneração e condições de trabalho da maioria dos brasileiros e o quanto sofrem nos transportes públicos, vemos uma condição de escravidão.

Mas o que deve nos levar a uma reflexão profunda é outro tipo de escravidão que atinge todos níveis sociais da humanidade. Uma escravidão bem pior que a física e que nenhuma carta de alforria é capaz de destituí-.la. Vejamos alguns aspectos dessa escravidão:

1.      Escravidão mascarada Jo 8.33-34. A mais terrível escravidão que o homem pode experimentar é a do pecado, porém, ela se expressa como liberdade. A pessoa dominada pelo pecado acredita que o fato de poder fazer o que a sua carne deseja está livre, mas na verdade está preso nos seus desejos impuros 2Pe 2.19. É a triste realidade de muitos; escravos dos vícios, da sexualidade deturpada, do orgulho, do ódio e de demônios. Até mesmo aquilo que é bom pode se tornar instrumento de Satanás para escravizar como o dinheiro, a beleza, a comida, a tecnologia, a paixão etc.

2.      Escravidão religiosa Rm 8.15. Muitos, embora tenham sido libertos do pecado e dos domínios do Diabo, não perderam a essência de escravo. Quando se deixa a escravidão mas não deixa de ser escravo, a pessoa é escravizada em outros aspectos. Escravo da religião, escravo de líderes, de doutrinas e de denominações. Um exemplo clássico é o povo hebreu, que saiu do Egito mas o sentimento de escravo ainda os dominava pois o Egito não havia saído de dentro deles. Quem recebe a verdadeira libertação em Cristo se torna FILHO. Nosso relacionamento com Deus a partir de então deve ser de filho e não de escravo Jo 8.36.

3.      Cristo nos libertou Jo 8.32. O preço pela nossa libertação foi pago na cruz do calvário. Aleluia! Hoje não somos mais escravizados e nem escravos, somos Filhos e herdeiros de Deus. Precisamos viver essa liberdade, proclamar essa liberdade Is 61.1 e manifestar essa liberdade ao mundo através de nossas vidas. O inimigo sempre buscará meios para nos fazer escravos, mas no nosso interior a voz do Senhor falará mais alto: “VOCÊ É MEU FILHO!”.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

     

                                                                                                         Pr. Luiz Antonio

sábado, 14 de outubro de 2017

Carta Pastoral 070 - Precisamos Pregar!


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 070

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Precisamos pregar!”

Textos para ler: 2Rs 6.24-7.20

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O que temos presenciado em nossa nação nesses dias é no mínimo preocupante e estarrecedor. Já não bastasse os projetos de lei para deturpação dos valores familiares e padrões sexuais estabelecidos por Deus, agora estão usando os museus para disseminar a promiscuidade e a depravação sexual infantil, e com o apoio e financiamento do governo e da mídia. Poderíamos falar aqui de diversos temas que esses fatos nos levam a refletir, mas me limito a um que é de suma importância – PRECISAMOS ANUNCIAR O EVANGELHO!

Para nossa reflexão, vamos nos embasar no texto que fala do “cerco de Samaria”, traçando um paralelo com os dias atuais:

1.      O cerco de Ben-Hadade a Samaria e o cerco de Satanás e seus exércitos ao mundo

Assim como Ben-Hadade cercou Samaria, Satanás tem cercado o mundo. A Bíblia diz que Satanás é o “príncipe deste mundo” (Jo12.31; 14.30; 16.11) e o “deus desta era” (2Co 4.4), ou seja, ele tem autoridade sobre o mundo e sobre a presente era. Ela também diz que “o mundo todo está sob o poder do maligno” (1Jo 5.19).

2.      As consequências do cerco de Ben-Hadade e as consequências do cerco de Satanás

O texto de 2Rs 6.25-33 apresenta algumas das consequências causadas pelo cerco de Ben-Hadade:

·       Fome (v.25);

·       Miséria e inflação (v.25);

·      Desespero, inversão de valores e barbaridade (vv.26-29);

·      Crianças sendo vitimadas (vv.28-29);

·       Indignação contra Deus (vv.30-33).

Semelhantemente, o cerco de Satanás ao mundo também tem causado problemas. A Bíblia diz que ele veio para “roubar, matar e destruir” (João 10.10). Eis alguns dos problemas do mundo de hoje:

·      Miséria e desespero;

·      Inversão de valores e barbaridades;

·      Destruição das crianças e da família;

·      Incredulidade e murmuração;

·       Violência e doenças.

3.      A palavra de esperança do profeta Eliseu e a palavra de esperança do Evangelho de Cristo

Em 2Rs 7.1, está registrada uma palavra de esperança dada pelo profeta Eliseu em meio àquelas circunstâncias. Ele disse: “Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Senhor: ‘Amanhã, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata’” (2Rs 7.1).

Semelhantemente, no Evangelho de Cristo, há uma palavra de esperança para o mundo. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundancia” (Jo 10.10). A Bíblia diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16.

4.      Os quatro leprosos que encontram provisão e aqueles que encontram o Reino de Deus

O texto de 2Reis 7.3-8 nos relata que quatro leprosos encontraram comida, bebida, vestes e riquezas ao se depararem com o acampamento dos arameus abandonado e entrarem livremente em suas tendas. Assim também, todo aquele que encontra o Reino de Deus é provido de vida plena, conforme as palavras de João 10.10 e João 3.16, ou seja, tem todas as suas necessidades supridas (espirituais, emocionais, físicas, etc).

5.      A decisão de compartilhar a boa notícia com Samaria e a decisão de compartilhar o Evangelho do Reino de Deus com aqueles que estão perdidos

Em 2Rs 7.9-11, estão registradas palavras importantíssimas acerca dos quatro leprosos: “Então disseram uns aos outros: ‘Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados’. Aqueles quatro leprosos perceberam que não seria correto ficarem calados e não compartilharem a boa notícia daquela grande provisão com Samaria, usufruindo dela sozinhos. Eles deveriam contá-la o quanto antes ao rei, de modo que todo o povo pudesse participar daquela grande benção! Semelhantemente, todo aquele que encontra o Reino de Deus e passa a usufruir de seus benefícios não pode ficar calado! Se assim o faz, não está agindo certo! O Evangelho do Reino de Deus deve ser compartilhado com todo o mundo sem demora, imediatamente! Jesus disse: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” Mc 16.15.



A partir do que foi dito, podemos chegar às seguintes conclusões:

·         Satanás e seus demônios têm cercado e oprimido o mundo, causando-lhe prejuízos;

·         Há muitas pessoas neste mundo sofrendo com essa opressão e prejuízos;

·         No Evangelho do Reino de Deus, há uma palavra de esperança para essas pessoas que tem sofrido;

·         Muitas pessoas têm crido nesse Evangelho e, por isso, são libertas da opressão e passam a ter uma vida plena;

·         Outras pessoas não creem no Evangelho e, além de permanecerem na opressão, serão condenadas por causa da incredulidade;

·         Aqueles que foram libertos da opressão e passaram a ter vida plena por causa do Evangelho devem compartilhá-lo, o quanto antes, com aqueles que ainda não o conhecem.

Vamos pregar o Evangelho pois essa é nossa missão e obrigação! 1Co 9.16. Em Cristo Jesus, esperança do mundo. Até a última casa!
                                                                                                        Pr. Luiz Antônio

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Carta Pastoral 069 - Como está o seu coração?


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 069

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Como está o seu coração?”

Textos para ler: Mt 15.10-20; Pv 4.23; Fl 4.7; Hb 4.12-13

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Ainda perplexos com a tragédia ocorrida nos Estados Unidos, quando um senhor de 64 anos atirou contra uma multidão, matando 59, ferindo outras 500 pessoas e se matando em seguida, fomos surpreendidos com mais uma tragédia, agora na cidade de Janaúba, norte de Minas, onde 6 crianças e uma professora morreram queimados juntos com o suicida, um outro senhor de 50 anos de idade. Algo que nos chama a atenção nesses casos, é o fato de que os dois homens não tinham um histórico de violência e assassinatos. Eram pessoas consideradas normais em suas condutas, mas que vinham premeditando toda atrocidade que cometeram com pessoas inocentes. Vemos que toda a barbárie foi fruto de um sentimento de ódio, revolta e violência nutrido no coração a muito tempo.

Foi pensando nisso que o Espírito Santo me levou a meditar sobre o nosso coração. O que temos guardado em nosso coração? Quais os desejos e sentimentos têm sido alimentados em nosso interior? Vamos refletir um pouco sobre esse tema tão relevante e que deve ser levado a sério por todos nós:

1.    É onde tudo começa Mc 7.20-23. Jesus, por repetidas vezes nos chama a atenção para cuidarmos do nosso coração. Ele nos mostra que mesmo não havendo o ato consumado, somos contaminados por aquilo que guardamos e alimentamos em nosso interior Mt 5.28. Em Pv 4.23 somos ensinados a guardar o nosso coração dos maus desígnios, pois é dele que procedem as fontes da vida. Quantas pessoas, embora não tenham cometido crimes, o seu coração e mente reproduzem os mais terríveis sentimentos e pensamentos. Pensam que pelo fato de ninguém saber, e por não terem praticado o ato, não se preocupam em guardar no coração, impurezas como a inveja, o ódio, a amargura, desejos de vingança, depravações sexuais e outros males.

2.    Onde começa a limpeza Sl 51.10. É justamente onde os males começam, que é necessário começar a purificação. Se desejamos uma vida transformada e liberta do pecado, devemos permitir que o Espírito Santo comece a limpeza de dentro para fora Jr 4.14; Tg 4.8. Não adianta mudar o jeito de se vestir, de falar e as práticas, se não mudar o coração e os pensamentos Rm 12.2; Ez 18.30-31. Em Dn 2.22 e Sl 139.1-4 vemos que o Senhor é o único que nos conhece por inteiro e não há nada que possamos ocultar dEle.

3.    Como manter o coração puro Sl 119.11. Um coração alimentado pela palavra de Deus não tem espaço para os maus sentimentos. Esse alimento deve ser constante e diário. Todos os dias somos afligidos e atacados pelo mal, passamos por aborrecimentos e decepções, pessoas nos entristecem, ouvimos e vemos o que não presta, mas uma faxina diária é necessária para que não haja acúmulo de sujeira em nosso coração Hb 10.22.

O Espírito Santo deseja promover uma limpeza completa em nosso interior e manter-nos limpos de toda impureza, pois somente com um coração limpo poderemos ver o Senhor Mt 5.8. Vamos orar pelas famílias das vítimas e para que outros com os corações contaminados não venham cometer mais atrocidades. E que possamos levar ao mundo o Evangelho de Cristo que transforma o mais vil pecador em instrumentos de justiça, amor e paz. Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!
                                                                              Pr. Luiz Antonio

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