sexta-feira, 15 de junho de 2018

Carta Pastoral 092 - Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Relacionamentos


Carta pastoral – Junho de 2018 – ano III – 092

Série “Alinhando a visão”

“Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Relacionamentos”

Textos para ler: Mc 3.13-14; Ef 4.16; Fl 2.2-8; Gl 5.19-21.



Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

A terceira coisa que Jesus fez ao iniciar Seu ministério foi construir relacionamentos firmes com doze discípulos. Para isso, assumiu a responsabilidade de estar com eles para formar e ensinar com Seu exemplo e Sua palavra, e eles fizeram o compromisso de sujeitar-se ao Senhor e ser Seus discípulos Mc 3.13-14.

A obra de Deus se faz com base em relacionamentos firmes de amor, comunhão e compromisso. Sem compromisso, nossos relacionamentos se tornam apenas algo natural incapaz de produzir edificação.

Nossos relacionamentos na igreja acontecem em três níveis:

• Com pessoas mais experientes em sujeição e compromisso.

• Com iguais em sujeição mútua (2Tm 2.2).

• Com mais novos no evangelho em responsabilidade (Ef 5.21; 1Pe 5.5).

Todos os membros do corpo devem ter relacionamentos firmes com irmãos mais velhos e mais experientes na caminhada cristã, com irmãos do mesmo nível de crescimento espiritual e com os mais novos na fé. Todos nós precisamos de um Paulo, de um Barnabé e de um Timóteo em nossas vidas. Em outras palavras, precisamos de um discipulador, de um companheiro de jugo e de um discípulo.

Nossos relacionamentos, porém, não devem ser frios e superficiais. Nossas relações, tanto com irmãos mais experientes como com iguais e ainda com os mais novos, devem ter como base a atitude do Senhor Jesus descrita em Filipenses 2.2-8.

Lendo o texto, a primeira atitude que percebemos é a atitude de unidade.

Paulo diz: “[...] sejais unidos de alma” (v. 2). Na edificação da Igreja, somente relacionamentos que promovem a unidade realmente edificam. A segunda atitude é a atitude de humildade. Paulo disse: “[...] considere o outro maior” (v. 3,8). A terceira atitude é de submissão. O Senhor Jesus, sendo Deus, não usurpou ser igual a Deus (v. 7). Ele assumiu uma atitude de servo, não de Senhor. O verso 7 diz que Ele se esvaziou e assumiu a forma de servo.

E, por fim, precisamos demonstrar uma atitude de amor sacrificial, e não de egoísmo. O alvo final do Senhor foi morrer na cruz por obediência. Somente com base no Espírito de Cristo em nós, é possível construir relacionamentos para chegar à verdadeira unidade e edificação do corpo.

Onde há relacionamentos fortes, ali o Senhor ordena a benção e vida. Perceba que as obras da carne descritas em Gl 5.19-21, em sua maioria, são males que destroem relacionamentos (inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas). Crentes carnais são dominados por essas obras e têm grande dificuldade em estabelecer relacionamentos fortes.

O Senhor deseja nos libertar das obras da carne e nos fazer frutificar pelo Espírito Santo. Em Cristo Jesus, nosso exemplo. Até a última casa!

                                                                                                            Pr. Luiz Antonio

domingo, 10 de junho de 2018

Carta Pastoral 091 - Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Oração


Carta pastoral – Junho de 2018 – ano III – 091

Série “Alinhando a visão”

“Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Oração”

Textos para ler: Lc 6.12; 1Tm 2.1-4; At 4.29-31.



Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

A oração é o segundo ingrediente indispensável para a edificação da Casa de Deus. Jesus tinha visão ao iniciar Seu ministério, mas a primeira coisa que fez depois de ser batizado e ungido pelo Espírito Santo no rio Jordão foi ir ao deserto para orar por quarenta dias. Ele foi orar e jejuar. Podemos ver facilmente nos evangelhos como a oração era uma parte integrante do ministério do Senhor. Cada manhã, Ele iniciava o dia orando (Mc 1.35), e, às vezes, passava a noite orando (Lc 6.12). Por que Ele orava se era o Filho de Deus? Se o próprio Senhor reconhecia que precisava orar, então nenhum de nós pode abrir mão da oração.

A oração é completamente imprescindível, porque não podemos edificar a Casa de Deus por nós mesmos. Somos absolutamente incapazes de realizar a visão (qualidade, unidade e quantidade). Somente Deus é poderoso e capaz de edificar a Igreja (Ef 3.20). Sabemos também que Deus o fará tão somente se Lhe pedirmos em oração (Mt 18.18,19). O Novo Testamento nos mostra os motivos pelos quais devemos orar. Evidentemente, devemos orar a respeito de todas as coisas e nem preciso dizer que cada um deve sempre orar por suas necessidades pessoais. Mas a intercessão principal deve ser pela realização do propósito eterno de Deus.

Todavia, existem alguns exemplos bíblicos de motivos de oração que não devemos esquecer:

• Santidade, unidade e quantidade (Jo 17).

• A extensão do Reino, necessidades materiais, confissão e proteção do mal (Mt 6.9-13).

• Envio de obreiros (Mt 9.38).

• Pelas autoridades e por todos os homens (1Tm 2.1-4).

• Por espírito de sabedoria e de revelação (Ef 1.16-19).

• Para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus (Ef 3.14-21).

• Por intrepidez e graça na evangelização (Ef 6.18-20).

• Para que haja cooperação entre a Igreja e o Senhor (At 4.29-31).

Temos na oração, o instrumento fundamental e necessário para progredirmos no propósito de edificação da Casa de Deus. Que possamos lançar mão dessa indispensável prática em nossa vida cristã.

“Falar aos homens a respeito de Deus é uma grande coisa; mas falar a Deus a favor dos homens é ainda maior. Quem não aprendeu a falar com Deus em favor dos homens, não pode falar bem e com real sucesso aos homens de Deus.” E. M. Bounds

Vamos para um momento de oração agora. Melhor que estudar sobre oração, é orar. “A oração não é o mínimo que podemos fazer, pode ser o máximo”. Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

                                                                                                          Pr. Luiz Antonio

sábado, 2 de junho de 2018

Carta Pastoral 090 - Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Visão 02


Carta pastoral – Junho de 2018 – ano III – 090

Série “Alinhando a visão”

“Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja – Visão 02”

Textos para ler: Jo 17; Ef 5.26-27; 1Co 3.1-4.



Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Falando ainda sobre Visão; para que possamos edificar apropriadamente, precisamos ter em mente as três dimensões colocadas pelo Senhor em Sua oração, em João 17. Em primeiro lugar, o Senhor ora para que a Igreja seja santificada Jo 17.15-17. Esse é o aspecto da qualidade da edificação.

No meio evangélico, existe uma discussão sobre o aspecto qualitativo e o aspecto quantitativo da Igreja. Normalmente, os líderes tomam apenas esses dois aspectos e discutem sobre qual dos dois é mais apropriado para trabalhar, como se devêssemos escolher um dos dois. O Senhor mostra claramente que, antes de tudo, é preciso haver santidade, e a santidade é o lado qualitativo da edificação. Porém, depois de orar por santidade, o Senhor ora pela unidade da Igreja Jo 17.21-23. Isso foge completamente do nosso conceito natural.

O Senhor nos mostra que o tipo de santidade que edifica a igreja é aquele que resulta em unidade. O Senhor disse: “Santifica-os na verdade [...] a fim de que todos sejam um” (Jo 17.17,21). Se formos santificados na verdade, o resultado é que seremos um. Sem a unidade, não é possível edificar a igreja local. Precisamos ter uma só mente e um só coração para ter alguma edificação. Mas o que poucos percebem é que, quando somos santificados na verdade, espontaneamente manifestamos unidade. A santidade religiosa que a maioria das pessoas conhece diz respeito apenas a cumprir certas regras, como não adulterar, não beber, não usar drogas ou fumar, não roubar e ser um bom cidadão. Esses preceitos podem ser seguidos por qualquer pessoa e não resulta em unidade da Igreja. A verdadeira santidade é aquela que mortifica o ego e libera o Espírito de Deus.

Uma vez que temos unidade, o resultado será o crescimento numérico, a quantidade. Observe que o Senhor disse que, se formos um, o mundo crerá. A equação da edificação é baseada na oração do Senhor: “Santifica-os na verdade [...] a fim de que todos sejam um [...] para que o mundo creia”. Veja as três dimensões presentes:

• Qualidade: “[...] Santifica-os” (vv. 15-17).

• Unidade: “[...] para que todos sejam um” (vv. 21-23).

• Quantidade: “[...] para que o mundo creia” (vv. 21,23).

Qualidade produz unidade, que produz quantidade. Essa é a equação da edificação. Tudo, porém, começa com a santidade. A Igreja que o Senhor deseja edificar é um povo que vive uma vida santa. De acordo com as Escrituras, o Senhor Jesus Cristo vai levantar uma Igreja gloriosa e santa, sem mancha, nem ruga ou coisa semelhante. Essa Igreja é edificada com ouro, prata e pedras preciosas, até que todos cheguemos à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13). Em termos práticos, isso significa uma Igreja integrada por famílias que vivem em paz e harmonia, com maridos comprometidos, sábios e amáveis; esposas submissas de caráter fiel e amoroso; e filhos respeitosos e obedientes.

Discípulos cujo estilo de vida é amar, perdoar, servir, confessar suas faltas, obedecer, sujeitar-se às autoridades, pagar seus impostos, ser sempre verdadeiro, confiar em Deus, amar seu próximo, ajudar, compartilhar com os necessitados, chorar com os que choram, alegrar-se com os que se alegram, ser um com os irmãos, devolver bem por mal, sofrer as injustiças, dar graças sempre por tudo, vencer a tentação, viver no gozo do Senhor, orar sem cessar, dar testemunho de Jesus Cristo, ganhar outros para Cristo, fazer discípulos, ofertar seu dinheiro e seus bens a serviço dos irmãos, e, sobre todas as coisas, amar a Deus com toda a sua alma.

À medida que progredimos em qualidade, progrediremos em unidade, e o resultado é o crescimento em quantidade, porque a unidade é fruto da qualidade, assim como a divisão é evidência de imaturidade e carnalidade. Os filhos de Deus, como irmãos que são, devem formar uma só família aqui na terra, a família de Deus. Essas dimensões podem ser vistas em outras partes do Novo Testamento (Ef 1.4-13; Ef 4.7,16). E também podemos percebê-las no próprio caráter de Deus. A visão da Igreja é resultado da visão e revelação que temos de Deus.

Por que santidade? Porque Deus é santo.

Por que unidade? Porque Deus é um.

Porque quantidade? Porque Deus é amor e deseja salvar a todos.

Essa visão precisa encher o nosso coração. Não podemos ter apenas um conceito da visão, precisamos receber a revelação. Quando a visão de Deus encher o seu coração, sua vida será tocada em todas as áreas. A visão produzirá em você transformação, porque você passará a vivê-la. A visão despertará fé em seu coração, capacitando-o a viver por ela. A visão despertará a paixão pela edificação e produzirá o compromisso que o levará a viver para ela. No fim, nós nos disporemos a fazer qualquer sacrifício porque a visão da Casa de Deus nos encherá de tal forma que seremos até mesmo capazes de morrer por ela.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

                    

                                                                                                                Pr. Luiz Antonio

domingo, 27 de maio de 2018

Carta Pastoral 089 - Os cinco ítens indispensáveis na edificação da Igreja


Carta pastoral – Maio de 2018 – ano III – 089

Série “Alinhando a visão”

“Os cinco itens indispensáveis na edificação da Igreja”

Textos para ler: 1Co 3.9-10; Ef 1.4-14; At 9.31.



Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Todo aquele que está envolvido na edificação da Casa de Deus precisa estudar “o padrão” esboçado na Palavra de Deus e edificar de acordo com ele. A exortação de Paulo é para que cada um veja como está edificando (1Co 3.9-10). Deus somente pode colocar o selo de Sua glória sobre aquilo que está de acordo com o Seu padrão.

A Palavra de Deus nos mostram claramente cinco princípios fundamentais para a edificação da igreja. Evidentemente, existem muitos outros princípios importantes, mas gostaria de destacar cinco deles.

1 - Visão

2 - Oração

3 - Relacionamentos

4 - Estratégia

5 - Multiplicação

1. Visão

O primeiro ingrediente essencial para que a obra de Deus seja feita é a visão. Não quero me deter falando sobre o conceito de visão, mas apenas mostrar que a visão nada mais é que a planta ou o projeto que fazemos antes de começar a construção. Antes de construir, o arquiteto desenha a planta e faz um projeto completo. Antes da criação do universo, Deus tinha um propósito eterno, uma clara e definida visão do que queria construir para a eternidade (Ef 1.4-14).

Nós estamos envolvidos na obra de edificação da Igreja. Para sermos construtores sábios, precisamos conhecer a planta com clareza e edificar de acordo com o padrão de Deus. Na obra de Deus, não há lugar para a criatividade humana. Tudo precisa ser feito de acordo com a revelação divina. Podemos ver isso claramente em muitas ocasiões na Palavra de Deus.

O primeiro homem que edificou algo para Deus foi Noé. Foi dito a Noé que viria um julgamento sobre toda a terra. O Senhor disse a ele que edificasse uma arca para que ele fosse salvo junto com sua família e um remanescente de toda criatura (Hb 11.7). A arca, porém, deveria ser construída ou edificada do modo como Deus lhe mostrou. Noé não originou a ideia ou o desenho da arca. Deus mesmo foi o arquiteto. Noé era o edificador de acordo com o padrão dado a ele. Todos os detalhes foram dados a Noé. A arca deveria ser de tábuas de cipreste, tendo salas, calafetada por dentro e por fora. Deveria ser de trezentos côvados de comprimento; cinquenta de largura e trinta de altura, tendo uma janela no topo e uma porta de lado. Deveria também ter três andares. Para a arca, deveriam ser trazidos sete casais de cada animal puro e um casal de cada animal impuro (Gn 7.2,3). A Palavra de Deus nos mostra que Noé fez tudo de acordo com a ordem do Senhor. Depois, encontramos o mesmo princípio na edificação do tabernáculo (Ex 25–40). Os detalhes do tabernáculo edificado por Moisés não tiveram origem na mente de Moisés. Todos os detalhes, as medidas, os materiais foram originados em Deus mesmo, o verdadeiro construtor. Moisés e aqueles que o auxiliaram, simplesmente edificaram de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no monte (Êx 25.8,9; 26.30; Nm 8.4). Moisés obedeceu ao Senhor e tudo foi feito de acordo com o padrão que lhe foi mostrado no monte (Êx 39.42,43; 40.33,34). Em Êxodo 39 e 40, é dito dezessete vezes que tudo foi feito como o Senhor mandou a Moisés. Moisés foi fiel em todos os detalhes do padrão de Deus para a Sua Casa (Hb 3.1-5).

O Senhor é um construtor sábio. Por isso, antes que qualquer trabalho de edificação seja iniciado, Ele faz primeiro uma planta, um desenho daquilo que pretende edificar, e todos os trabalhadores da obra edificam de acordo com essa planta preestabelecida. Nenhum bom edificador reúne o material de construção e vai construindo sem um projeto, nem usando qualquer material sem critério algum. Os materiais devem ser colocados de acordo com a planta. Quando tentamos edificar sem conhecer a planta, o resultado é um amontoado de pedras, e não um edifício; é um monte de tijolos, e não uma casa. Todo material deve ser reunido em seu lugar apropriado e edificado de acordo com a planta do arquiteto.

É uma situação triste que hoje o povo de Deus se reúna como um monte de materiais, pedras espirituais, que não estão edificadas juntas como casa para o Senhor, uma habitação para a Sua glória. O povo tem se multiplicado, mas não tem sido edificado (At 9.31). Eles são reunidos, mas não encaixados no edifício de Deus (1Co 3.9-17). Ao vir ao mundo, antes de iniciar Seu ministério, Jesus tinha uma visão clara do que queria edificar. A palavra que sintetiza a visão de Deus e do Senhor Jesus é a palavra “igreja”. O Senhor Jesus declarou: “[...] edificarei minha igreja” (Mt 16.18). Ele é o prudente construtor, que edificará de acordo com o padrão de Deus, de acordo com Sua planta. Quase todos, equivocadamente, chamam de Igreja o prédio onde as pessoas se reúnem para adorar ao Senhor. Esses lugares não são nem igrejas, nem templos, são apenas locais de reunião da igreja. A Igreja é a comunidade de homens e mulheres que confessaram a Cristo como Senhor, experimentaram o novo nascimento e juntos estão sendo edificados para serem casa de Deus no espírito. A Igreja é algo sobrenatural. Não devemos pensar que a Igreja seja apenas ter dois ou três reunidos. Ela é a união do homem com Deus, a divindade unida com a humanidade pela eternidade.

Em Cristo Jesus, o sábio construtor. Até a última casa!

                                                                                                            Pr. Luiz Antonio

sábado, 19 de maio de 2018

Carta Pastoral 088 - Os materiais da Casa de Deus parte 04


Carta pastoral – Maio de 2018 – ano III – 088

Série “Alinhando a visão”

“Os materiais da Casa de Deus parte 04”

Textos para ler: 1Co 3.13-15; 2Co 5.10; Rm 14.10,12; Ap 22.12

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Paulo diz que haverá “o dia” em que nossas obras serão testadas diante de Deus (1Co 3.13-15). Existem muitas obras feitas hoje em dia, mas a única que será considerada é aquela que foi feita visando à edificação da Casa de Deus na terra. Deus está empenhado no cumprimento de Seu propósito eterno, que é ter Sua habitação no meio dos homens, e aqueles que trabalham para Deus devem trabalhar na obra na qual o próprio Deus está envolvido. Jesus disse que está edificando Sua Igreja hoje, portanto, se estivermos edificando outras coisas, essas obras não serão consideradas por Deus. A verdade é que todo crente comparecerá diante do tribunal de Cristo e, naquele dia, a obra de cada um será testada pelo fogo.

Precisamos ter muita clareza de que a salvação não depende do que edificamos sobre o fundamento, mas de estarmos ou não sobre ele. O fundamento é Cristo e, se estamos nele, já estamos salvos, mas isso não é garantia de que receberemos o galardão. Este será concedido com base naquilo que tivermos construído sobre o fundamento. Todos nós fomos colocados como construtores, por isso, todos compareceremos com nossas obras perante o Senhor naquele dia.

Um templo para a habitação de Deus

A Igreja é a edificação de Deus. Essa edificação é, na verdade, um templo para a habitação e expressão de Deus pela eternidade. Quando falamos a respeito da edificação da habitação de Deus, existem três tipos de pessoas relacionadas a ela: os que edificam com ouro, prata e pedras preciosas, os que edificam com madeira, palha e feno, e aqueles que nem edificam, mas estão destruindo o edifício com as divisões e outras atitudes carnais. Para estes últimos, Paulo faz uma advertência muito séria: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado (1Co 3.17). Ninguém pode tocar indevidamente na edificação de Deus e ficar impune. Quem tentar destruir a Casa de Deus será destruído por Ele. Paulo estava exortando os coríntios, que eram cheios de divisão, pois esses que causam divisão estão destruindo a Casa de Deus, e serão destruídos. Algumas coisas são sagradas, outras não. O prédio onde nos reunimos não é sagrado, mas a Igreja que se reúne ali, sim, é sagrada. Destruir a Igreja é tentar destruir o próprio Cristo, pois Ele é o Cabeça, mas o Corpo também é Cristo. O veredito é sério: aquele que destruir ou danificar o templo de Deus será destruído.

É importante pensar que quem não faz nada se torna um impedimento para aqueles que estão edificando e também se colocam na condição de destruidores da Casa de Deus. Eles não fazem a obra de edificação, mas estão sempre questionando quem faz, tentando impedir os edificadores para que fiquem como eles estão. Nesses últimos anos ouvi de muitos que nunca foram num GCEU, falar mal ou tentar impedir que outros fossem. Mas glorifico ao Senhor que a cada dia o número dos edificadores está crescendo, pois quem vai no GCEU entende que é uma obra de edificação, e quem é espiritual discerne o que é de Deus. Quem é carnal se sente incomodado num ambiente onde há oração, comunhão e palavra.

Qual grupo você pertence? Dos edificadores ou dos destruidores?

Que sejamos uma igreja de edificadores que está em busca do galardão e entende que fazer a obra de Deus é uma questão de compromisso e não de opção. Em Cristo Jesus, o alicerce da Casa. Até a última casa!
                                                                                                              Pr. Luiz Antonio

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Carta Pastoral 087 - Os materiais da Casa de Deus parte 03


Carta pastoral – Maio de 2018 – ano III – 087

Série “Alinhando a visão”

“Os materiais da Casa de Deus parte 03”

Textos para ler: 1Co 3.10-17; Mt 16.15-18; 2Tm 2.19-21

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Dando continuidade a esse tema tão relevante para a edificação da Igreja, vamos meditar sobre os materiais da construção, uma vez que falamos sobre o Construtor, o Alicerce e os materiais; ouro, prata e pedras preciosas.

d) A madeira, a palha e o feno



Por outro lado, madeira fala do homem e de sua natureza. A madeira contrasta com o ouro, que aponta para a natureza de Deus. Palha é algo mais fugaz, pois fala das obras humanas – a palha será queimada, assim, tudo o que é da carne será destruído.

“Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva.” Is 40.6,7

Madeira nos falam do tipo de força da qual dispomos para fazer a obra de Deus. Muito do que é feito é apenas humano e fruto de decisão, esforço próprio e capacidade humana. Palha aponta para a obra humana – alguns trabalham exclusivamente confiados em sua mente, inteligência, articulação, expressividade e habilidades; estes edificam com palha. Feno representa a fraqueza do homem, a mortalidade e inutilidade de sua vida natural. Edificar com feno é trabalhar confiado nas emoções naturais – se há empolgação, trabalham; se não há, recusam-se a colaborar.

Ora, o ouro, a prata e as pedras preciosas normalmente não aparecem na superfície da terra; têm de ser retirados das profundezas do solo. Já a madeira, a palha e o feno surgem na superfície e podem ser obtidos facilmente. Assim, concluímos que tudo o que procede das profundezas do coração, como resultado de uma obra espiritual, é obra de Deus, mas tudo o que pode ser feito na carne procede do homem e não tem valor algum. Infelizmente, muitos cristãos se tornam descuidados em suas ações, vida e fé à medida que avançam na vida cristã. Quando olhamos o começo deles, os primeiros anos fervorosos, frutíferos e gloriosos, e depois observamos em que se tornaram, ficamos preocupados com nosso próprio futuro. Mas, podemos ficar seguros de que o nosso Deus nunca muda e tudo aquilo que Ele faz não pode ser desfeito ou removido. Se for obra de Deus, ela permanece. Paulo, porém, diz que permanece o firme fundamento da obra: o Senhor conhece os que são seus. No texto de 2 Timóteo 2.19-21, lemos que, numa casa, há utensílios de ouro e de prata, e também de madeira e barro. Observe que a ênfase está no valor, não na utilidade:

Se formos honestos, concluiremos que os vasos de madeira e de barro são muito mais úteis que os de ouro e prata, mas a questão não é a utilidade, e sim o valor. Muitas obras feitas hoje são baratas e podem ser muito úteis para propósitos naturais, mas são de pouco valor diante de Deus. É a eterna questão do fazer algo para Deus e do gerar filhos para Deus. Quando fazemos coisas, estamos olhando a utilidade, mas quando geramos filhos, estamos visando o valor e a preciosidade, pois com o que compraremos um filho gerado? Ele vale mais que o mundo inteiro. Nesse texto de 2 Timóteo, a simbologia é a mesma: o ouro e a prata se referem ao que procede de Deus, tem Sua natureza e Seu selo. Madeira e barro falam da obra humana, e o que é feito na capacidade natural. Precisamos contemplar o Senhor para sermos iluminados. Precisamos orar com fé para receber revelação, colocar de lado nosso ego e nossas preferências pessoais. Devemos cortar fora a carne e tudo o que procede do nosso eu. Isto demanda tempo e custa caro, mas só tem valor aquilo que custou caro para nós.

Com quais materiais estamos edificando a Igreja? Abrangendo um pouco mais a reflexão – com quais materiais estamos edificando nossa família? Relacionamentos? Vida profissional? Que sejamos sábios construtores naquilo que o Senhor nos confiou par edificarmos.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

                                                                                                               Pr. Luiz Antonio

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Carta Pastoral 086 - Os Materiais da Casa de Deus parte 02


Carta pastoral – Maio de 2018 – ano III – 086

Série “Alinhando a visão”

“Os materiais da Casa de Deus parte 02”

Textos para ler: 1Co 3.10-17; Mt 16.15-18

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Dando continuidade a esse tema tão relevante para a edificação da Igreja, vamos meditar sobre os materiais da construção, uma vez que falamos sobre o Construtor e o Alicerce.

3. Os materiais da construção

No evangelho de Mateus, vemos a revelação do alicerce do edifício, mas vemos também a revelação dos materiais da construção. Depois de ter a revelação de que Cristo era o filho de Deus, Simão foi transformado em Pedro. Em outras palavras, ele agora era uma pedra pequena, um material apropriado para participar da edificação.

Paulo coloca dois grupos de materiais: ouro, prata e pedras preciosas de um lado; madeira, palha e feno do outro. Podemos perceber algumas diferenças importantes entre esses materiais. Em primeiro lugar, temos uma grande diferença de valor. Certamente, a principal diferença entre os materiais é o preço, e edificar a obra de Deus da forma como Ele determina custa caro, exige um preço espiritual, mas resulta em riqueza espiritual também. A segunda diferença é o peso de cada material. Existe um peso espiritual na obra que fazemos, bem como em nossa vida, e madeira, palha e feno nos mostram claramente a leveza espiritual. A terceira diferença é a consistência ou a densidade dos materiais. O que é feito em Deus possui uma densidade que nos dá segurança. Por fim a quarta diferença é que ouro, prata e pedras preciosas são minerais, enquanto madeira, palha e feno são orgânicos. Os primeiros não podem ser fabricados ou produzidos pelo homem, pois são gerados espontaneamente pela natureza, enquanto os últimos podem ser produzidos e cultivados pelas mãos humanas.

O fundamento, o alicerce, é sempre o mesmo; Deus mesmo o estabeleceu e é Cristo Jesus – não há edifício a não ser que Cristo seja o fundamento. Entretanto, o edifício varia de acordo com os diferentes materiais e formas de edificar. É interessante que o texto não diz nada a respeito do seu tamanho, da velocidade com que foi edificado ou da inteligência da estratégia usada na construção. Em vez disso, ele só trata dos materiais usados. Muitos usarão madeira, palha e feno, enquanto outros usarão ouro, prata e pedras preciosas. Deus não pergunta qual é o tamanho do edifício que estamos construindo, mas Ele está interessado em saber que tipo de material temos usado.

Paulo mostra que ouro, prata e pedras preciosas representam o bom material, porque resistirão ao fogo, enquanto madeira, feno e palha serão facilmente queimados. É o fogo que checa a realidade espiritual de nossa construção da Igreja. Assim, todo membro do GCEU precisa entender que seu grupo de discipulado é uma edificação espiritual, pois é uma expressão da Igreja. E o veredito do apóstolo é que o fogo provará qual seja a obra de cada um (1Co 3.13). O fogo representa os olhos do Senhor, que são como chama de fogo, perante o Tribunal de Cristo, onde todos os crentes comparecerão e suas obras serão manifestas (Rm 14.10; 2Co 5.10).

a) O ouro

O ouro nos falam da natureza de Deus, de tudo o que Deus faz e de tudo o que vem dEle, e aponta para a glória de Deus. O que quer que Deus estiver fazendo, estará permeado com Sua glória.

b) A prata

A prata fala da redenção. O Senhor Jesus foi traído por 30 moedas de prata, metal usado como moeda de troca naqueles dias que se tornou um símbolo espiritual da redenção, pois, na cruz, o Senhor nos comprou de volta para Ele, nos redimiu. Todas as nossas obras estão baseadas na obra da cruz.

c) As pedras preciosas

As pedras preciosas apontam para a obra do Espírito Santo, isto é, a nossa transformação. Sabemos que os diamantes são formados do carvão no decorrer de muito tempo, em altas temperaturas e pressões gigantescas. Nós também somos transformados pelo Espírito Santo nas mesmas condições. O que leva em si a eterna glória de Deus, a cruz do Filho e a transformação do Espírito Santo é chamado de ouro, prata e pedras preciosas.

A Igreja é edificada pela transformação de Simão em Pedro, como lemos em Mateus 16.15-18. Sem transformação não há edificação. Depois de sua confissão, o Senhor mudou o nome de Pedro e, na Palavra de Deus, ter o nome mudado significa ter a vida transformada. Simão fora transformado numa nova pessoa, um novo homem que agora era como uma rocha ou pedra. E não apenas Pedro foi transformado para ser útil na edificação da Igreja, mas todos nós devemos ter a mesma experiência para sermos parte da edificação de Deus, do Seu edifício.

Em Cristo Jesus, a Rocha Eterna. Até a última casa!

                                                                                                        Pr. Luiz Antonio

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