sábado, 21 de outubro de 2017

Carta Pastoral 071 - Escravidão


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 071

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Escravidão”

Textos para ler: Jo 8.34; Pv 5.22; 2Pe 2.19; Rm 8.15; Jo 8.32; Jo 8.36

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O Ministério do Trabalho se envolveu em uma grande polemica essa semana, quando alterou as regras que determinam o que é trabalho escravo no Brasil. O assunto tem gerado debates e críticas até de órgãos internacionais.

É bem verdade que trabalho escravo sempre existiu e não são as regras que irão impedir ou estabelecer a sua existência. Se olharmos para a remuneração e condições de trabalho da maioria dos brasileiros e o quanto sofrem nos transportes públicos, vemos uma condição de escravidão.

Mas o que deve nos levar a uma reflexão profunda é outro tipo de escravidão que atinge todos níveis sociais da humanidade. Uma escravidão bem pior que a física e que nenhuma carta de alforria é capaz de destituí-.la. Vejamos alguns aspectos dessa escravidão:

1.      Escravidão mascarada Jo 8.33-34. A mais terrível escravidão que o homem pode experimentar é a do pecado, porém, ela se expressa como liberdade. A pessoa dominada pelo pecado acredita que o fato de poder fazer o que a sua carne deseja está livre, mas na verdade está preso nos seus desejos impuros 2Pe 2.19. É a triste realidade de muitos; escravos dos vícios, da sexualidade deturpada, do orgulho, do ódio e de demônios. Até mesmo aquilo que é bom pode se tornar instrumento de Satanás para escravizar como o dinheiro, a beleza, a comida, a tecnologia, a paixão etc.

2.      Escravidão religiosa Rm 8.15. Muitos, embora tenham sido libertos do pecado e dos domínios do Diabo, não perderam a essência de escravo. Quando se deixa a escravidão mas não deixa de ser escravo, a pessoa é escravizada em outros aspectos. Escravo da religião, escravo de líderes, de doutrinas e de denominações. Um exemplo clássico é o povo hebreu, que saiu do Egito mas o sentimento de escravo ainda os dominava pois o Egito não havia saído de dentro deles. Quem recebe a verdadeira libertação em Cristo se torna FILHO. Nosso relacionamento com Deus a partir de então deve ser de filho e não de escravo Jo 8.36.

3.      Cristo nos libertou Jo 8.32. O preço pela nossa libertação foi pago na cruz do calvário. Aleluia! Hoje não somos mais escravizados e nem escravos, somos Filhos e herdeiros de Deus. Precisamos viver essa liberdade, proclamar essa liberdade Is 61.1 e manifestar essa liberdade ao mundo através de nossas vidas. O inimigo sempre buscará meios para nos fazer escravos, mas no nosso interior a voz do Senhor falará mais alto: “VOCÊ É MEU FILHO!”.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

     

                                                                                                         Pr. Luiz Antonio

sábado, 14 de outubro de 2017

Carta Pastoral 070 - Precisamos Pregar!


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 070

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Precisamos pregar!”

Textos para ler: 2Rs 6.24-7.20

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O que temos presenciado em nossa nação nesses dias é no mínimo preocupante e estarrecedor. Já não bastasse os projetos de lei para deturpação dos valores familiares e padrões sexuais estabelecidos por Deus, agora estão usando os museus para disseminar a promiscuidade e a depravação sexual infantil, e com o apoio e financiamento do governo e da mídia. Poderíamos falar aqui de diversos temas que esses fatos nos levam a refletir, mas me limito a um que é de suma importância – PRECISAMOS ANUNCIAR O EVANGELHO!

Para nossa reflexão, vamos nos embasar no texto que fala do “cerco de Samaria”, traçando um paralelo com os dias atuais:

1.      O cerco de Ben-Hadade a Samaria e o cerco de Satanás e seus exércitos ao mundo

Assim como Ben-Hadade cercou Samaria, Satanás tem cercado o mundo. A Bíblia diz que Satanás é o “príncipe deste mundo” (Jo12.31; 14.30; 16.11) e o “deus desta era” (2Co 4.4), ou seja, ele tem autoridade sobre o mundo e sobre a presente era. Ela também diz que “o mundo todo está sob o poder do maligno” (1Jo 5.19).

2.      As consequências do cerco de Ben-Hadade e as consequências do cerco de Satanás

O texto de 2Rs 6.25-33 apresenta algumas das consequências causadas pelo cerco de Ben-Hadade:

·       Fome (v.25);

·       Miséria e inflação (v.25);

·      Desespero, inversão de valores e barbaridade (vv.26-29);

·      Crianças sendo vitimadas (vv.28-29);

·       Indignação contra Deus (vv.30-33).

Semelhantemente, o cerco de Satanás ao mundo também tem causado problemas. A Bíblia diz que ele veio para “roubar, matar e destruir” (João 10.10). Eis alguns dos problemas do mundo de hoje:

·      Miséria e desespero;

·      Inversão de valores e barbaridades;

·      Destruição das crianças e da família;

·      Incredulidade e murmuração;

·       Violência e doenças.

3.      A palavra de esperança do profeta Eliseu e a palavra de esperança do Evangelho de Cristo

Em 2Rs 7.1, está registrada uma palavra de esperança dada pelo profeta Eliseu em meio àquelas circunstâncias. Ele disse: “Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Senhor: ‘Amanhã, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata’” (2Rs 7.1).

Semelhantemente, no Evangelho de Cristo, há uma palavra de esperança para o mundo. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundancia” (Jo 10.10). A Bíblia diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16.

4.      Os quatro leprosos que encontram provisão e aqueles que encontram o Reino de Deus

O texto de 2Reis 7.3-8 nos relata que quatro leprosos encontraram comida, bebida, vestes e riquezas ao se depararem com o acampamento dos arameus abandonado e entrarem livremente em suas tendas. Assim também, todo aquele que encontra o Reino de Deus é provido de vida plena, conforme as palavras de João 10.10 e João 3.16, ou seja, tem todas as suas necessidades supridas (espirituais, emocionais, físicas, etc).

5.      A decisão de compartilhar a boa notícia com Samaria e a decisão de compartilhar o Evangelho do Reino de Deus com aqueles que estão perdidos

Em 2Rs 7.9-11, estão registradas palavras importantíssimas acerca dos quatro leprosos: “Então disseram uns aos outros: ‘Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados’. Aqueles quatro leprosos perceberam que não seria correto ficarem calados e não compartilharem a boa notícia daquela grande provisão com Samaria, usufruindo dela sozinhos. Eles deveriam contá-la o quanto antes ao rei, de modo que todo o povo pudesse participar daquela grande benção! Semelhantemente, todo aquele que encontra o Reino de Deus e passa a usufruir de seus benefícios não pode ficar calado! Se assim o faz, não está agindo certo! O Evangelho do Reino de Deus deve ser compartilhado com todo o mundo sem demora, imediatamente! Jesus disse: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” Mc 16.15.



A partir do que foi dito, podemos chegar às seguintes conclusões:

·         Satanás e seus demônios têm cercado e oprimido o mundo, causando-lhe prejuízos;

·         Há muitas pessoas neste mundo sofrendo com essa opressão e prejuízos;

·         No Evangelho do Reino de Deus, há uma palavra de esperança para essas pessoas que tem sofrido;

·         Muitas pessoas têm crido nesse Evangelho e, por isso, são libertas da opressão e passam a ter uma vida plena;

·         Outras pessoas não creem no Evangelho e, além de permanecerem na opressão, serão condenadas por causa da incredulidade;

·         Aqueles que foram libertos da opressão e passaram a ter vida plena por causa do Evangelho devem compartilhá-lo, o quanto antes, com aqueles que ainda não o conhecem.

Vamos pregar o Evangelho pois essa é nossa missão e obrigação! 1Co 9.16. Em Cristo Jesus, esperança do mundo. Até a última casa!
                                                                                                        Pr. Luiz Antônio

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Carta Pastoral 069 - Como está o seu coração?


Carta pastoral – Outubro de 2017 – ano II – 069

Série “Viver Cristo em tempos de crise”

“Como está o seu coração?”

Textos para ler: Mt 15.10-20; Pv 4.23; Fl 4.7; Hb 4.12-13

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Ainda perplexos com a tragédia ocorrida nos Estados Unidos, quando um senhor de 64 anos atirou contra uma multidão, matando 59, ferindo outras 500 pessoas e se matando em seguida, fomos surpreendidos com mais uma tragédia, agora na cidade de Janaúba, norte de Minas, onde 6 crianças e uma professora morreram queimados juntos com o suicida, um outro senhor de 50 anos de idade. Algo que nos chama a atenção nesses casos, é o fato de que os dois homens não tinham um histórico de violência e assassinatos. Eram pessoas consideradas normais em suas condutas, mas que vinham premeditando toda atrocidade que cometeram com pessoas inocentes. Vemos que toda a barbárie foi fruto de um sentimento de ódio, revolta e violência nutrido no coração a muito tempo.

Foi pensando nisso que o Espírito Santo me levou a meditar sobre o nosso coração. O que temos guardado em nosso coração? Quais os desejos e sentimentos têm sido alimentados em nosso interior? Vamos refletir um pouco sobre esse tema tão relevante e que deve ser levado a sério por todos nós:

1.    É onde tudo começa Mc 7.20-23. Jesus, por repetidas vezes nos chama a atenção para cuidarmos do nosso coração. Ele nos mostra que mesmo não havendo o ato consumado, somos contaminados por aquilo que guardamos e alimentamos em nosso interior Mt 5.28. Em Pv 4.23 somos ensinados a guardar o nosso coração dos maus desígnios, pois é dele que procedem as fontes da vida. Quantas pessoas, embora não tenham cometido crimes, o seu coração e mente reproduzem os mais terríveis sentimentos e pensamentos. Pensam que pelo fato de ninguém saber, e por não terem praticado o ato, não se preocupam em guardar no coração, impurezas como a inveja, o ódio, a amargura, desejos de vingança, depravações sexuais e outros males.

2.    Onde começa a limpeza Sl 51.10. É justamente onde os males começam, que é necessário começar a purificação. Se desejamos uma vida transformada e liberta do pecado, devemos permitir que o Espírito Santo comece a limpeza de dentro para fora Jr 4.14; Tg 4.8. Não adianta mudar o jeito de se vestir, de falar e as práticas, se não mudar o coração e os pensamentos Rm 12.2; Ez 18.30-31. Em Dn 2.22 e Sl 139.1-4 vemos que o Senhor é o único que nos conhece por inteiro e não há nada que possamos ocultar dEle.

3.    Como manter o coração puro Sl 119.11. Um coração alimentado pela palavra de Deus não tem espaço para os maus sentimentos. Esse alimento deve ser constante e diário. Todos os dias somos afligidos e atacados pelo mal, passamos por aborrecimentos e decepções, pessoas nos entristecem, ouvimos e vemos o que não presta, mas uma faxina diária é necessária para que não haja acúmulo de sujeira em nosso coração Hb 10.22.

O Espírito Santo deseja promover uma limpeza completa em nosso interior e manter-nos limpos de toda impureza, pois somente com um coração limpo poderemos ver o Senhor Mt 5.8. Vamos orar pelas famílias das vítimas e para que outros com os corações contaminados não venham cometer mais atrocidades. E que possamos levar ao mundo o Evangelho de Cristo que transforma o mais vil pecador em instrumentos de justiça, amor e paz. Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!
                                                                              Pr. Luiz Antonio

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