terça-feira, 2 de agosto de 2022

Carta Pastoral 206 - O Amor em prática

Carta pastoral – Agosto de 2022 – ano VI – 206

     Série: “Verdades Essenciais da Vida Cristã”

“O Amor em prática”

Texto para ler: Lucas 10.25-37

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Na carta de hoje, a partir do tema amor em prática, vamos extrair importantes lições desse texto bíblico. Contudo, antes disso, segue uma pergunta: O que mais lhe chamou a atenção nesse texto?

O que aprendemos a partir dessa passagem bíblica:

1.     A vida cristã precisa ser prática - O texto começa com um perito na lei fazendo um pergunta mal-intencionada a Jesus: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”. Jesus, como mestre que era, responde à pergunta com outra: O que está escrito na Lei? Como você a lê? O perito, que era profundo conhecedor da Lei, respondeu citando dois mandamentos, os quais Jesus considerava os maiores: Ame o Senhor, o seu Deus, e o seu próximo como a si mesmo. Jesus, concordando com a resposta, mas querendo confrontar o perito, disse: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”. A resposta de Jesus lhe disse que ele precisaria não apenas saber a resposta, mas praticá-la. Afinal, ele procurava pelo que deveria ser feito. Saber a resposta certa não seria suficiente, caso ela não fosse colocada em prática. Fazer é diferente de saber, especialmente quando se trata do amor. De que adianta conhecer sobre o amor, mas não o praticar? A vida cristã precisa ser muito mais do que apenas conhecer sobre o amor, mas colocar em pratica todos os momentos em nossa caminhada.

2.     O amor dá sentido à nova vida em Cristo - Quando Jesus disse ao perito que ele havia respondido à sua pergunta corretamente, de alguma maneira, concordou que, para se obter a vida eterna, a prática do amor é necessária. Mas não quis dizer que a salvação de uma pessoa se dá através de suas obras de amor. A salvação é pela graça mediante a fé Efésios 2.8-9. Contudo, podemos afirmar que Jesus quis dizer que a vida verdadeira não é possível fora do amor, ou seja, só desfruta verdadeiramente a nova vida, aquele que se dedica à prática do amor. A razão de ser da nossa vida é o amor e, por isso, ele é a essência da Lei de Deus, a qual quer ensinar aos homens como viver. Assim, quem vive sem a prática do amor tem uma vida vazia e sem sentido. Ao contrário, quem pratica o amor tem uma vida plena e satisfatória.

3.     Precisamos colocar a ordem certa em nossa vida - Em sua resposta a Jesus, o perito apresentou os dois grandes mandamentos da Lei: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Podemos dizer que esses mandamentos nos apresentam uma hierarquia de prioridades quanto à prática do amor: 1º Deus; 2º O próximo; 3º Eu mesmo. Contudo, o que vemos na sociedade de hoje é uma inversão desses valores: 1º Eu mesmo; 2º O próximo; 3º Deus. Os dois grandes mandamentos deste mundo são: amar a mim mesmo sobre todas as coisas e ao próximo como a Deus. O centro das atenções do amor no mundo é o ego e o que resta é dado a Deus e ao próximo. Mas não é assim no Reino de Deus. Precisamos colocar a ordem certa de prioridades em nossa vida. Não podemos viver conforme o mundo, mas segundo o que a Bíblia nos diz.

Esse texto se encerra com Jesus dizendo ao perito: “Vá e faça o mesmo”. Essas são as mesmas palavras dele para nós hoje. Para a prática do amor, temos o bom samaritano como um grande exemplo e inspiração.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

terça-feira, 19 de julho de 2022

Carta Pastoral 205 - A ação do Espírito Santo em nossas vidas

Carta pastoral – Julho de 2022 – ano VI – 205

     Série: “Verdades Essenciais da Vida Cristã”

 “A ação do Espírito Santo em nossas vidas”

Texto para ler: João 14.16-26

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Das três pessoas da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), o que as pessoas menos conhecem é a respeito do Espírito Santo. Sendo igual ao Pai e ao Filho, O Espírito Santo tem uma atuação imprescindível para a salvação do homem. Ele atua desde o convencimento do pecado até a transformação da nossa vida. É Ele quem leva o pecador ao arrependimento, quem age juntamente com a Palavra na regeneração do homem e ainda é quem vem para habitar no interior de cada salvo, capacitando-o a viver como cristão e a expressar a vida de Cristo. Ele é maravilhoso! Precisamos conhecê-Lo melhor e desfrutar muito mais de Sua presença em nós. É sobre Ele que vamos refletir nesse momento.

1.     O Espírito Santo é quem opera a transformação em nós. Quando passamos tempo na presença de Deus, o Espírito de Deus nos transforma. Somos transformados nos padrões morais de Jesus Cristo. O fruto do Espírito é desenvolvido em nós “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gl 5.22). Estas são as características que o Espírito desenvolve em nossas vidas. Não nos tornamos perfeitos imediatamente, porém, após um certo período começam a acontecer mudanças.

O primeiro e mais importante fruto do Espírito é amor. O amor está na base da fé cristã. O desejo de Deus é que O amemos e amemos nosso próximo. A prova do trabalho do Espírito nas nossas vidas é o aumento do nosso amor por Deus e por outras pessoas. Sem este amor tudo é irrelevante. O segundo fruto na lista de Paulo é a alegria, uma alegria inexplicável que toma todo nosso ser, que não depende das circunstâncias, porque vem do Espírito que habita em nós. É maravilhoso ver quando o caráter de Cristo vai se consolidando em alguém quando esta busca o enchimento do Espírito. “Ele se parece cada dia mais com o Senhor” é o que vão dizer. Não posso imaginar um elogio maior do que este.

2.     O Espírito Santo nos habilita para o serviço no Reino. Nós precisamos do poder do Espírito Santo para ser testemunhas de Jesus. Não devemos nem tentar fazer nada para Deus sem sermos revestidos com o poder do Espírito Santo. Depois que os discípulos foram cheios do Espírito Santo, eles saíram anunciando a Palavra de Deus com toda a intrepidez. O apostolo Paulo afirmou que não usava sua própria sabedoria e palavras bonitas para convencer o povo ao falar de Cristo. Ele pregava pelo poder do Espírito. A Bíblia afirma que o próprio Jesus era ungido pelo Espírito Santo para evangelizar, libertar e pregar as boas novas. Há uma urgente necessidade de os dons serem exercitados. Um dos maiores problemas da Igreja é que apenas alguns exercitam os dons. Como resultado disso, algumas pessoas são sobrecarregadas e ficam exaustas enquanto outros ficam sem utilidade na Igreja e o mundo não é impactado como deveria. A Igreja não pode funcionar com sua máxima força até que cada pessoa faça sua parte. A Igreja somente funcionará em sua potência máxima quando cada pessoa usar seus dons. Devemos operar nos dons e talentos que o Espírito Santo dá a cada um dos filhos de Deus. Assim como o corpo humano tem muitos membros para funcionar bem, Deus, deu dons diferentes para cada um de nós que somos membros do Seu Corpo e cada um destes dons é super necessário (1 Co 12.12-23). Deus não requer de nós muitos dons, mas exige que usemos e queiramos receber mais outros dons (I Co 12.31, 14.1). Todo filho de Deus deve ter um ministério para usar e desenvolver os dons para o avanço do Reino de Deus. O GCEU é o melhor ambiente para exercitarmos os dons que recebemos do Espírito Santo.

Como podemos ser vitoriosos se o conhecemos e desfrutamos tão pouco. Precisamos ser apresentados ao Espírito Santo. Precisamos conhecê-Lo melhor. Precisamos recebê-Lo em plenitude em nossa vida.

 

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

terça-feira, 12 de julho de 2022

Carta Pastoral 204 - Precisamos corresponder ao Chamado

Carta pastoral – Julho de 2022 – ano VI – 204

     Série: “Verdades Essenciais da Vida Cristã”

 “Precisamos corresponder ao Chamado”

Texto para ler: Mateus 28.18-20

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Jesus delegou a tarefa de testemunhar e fazer discípulos a todos aqueles que já nasceram de novo e que já fizeram dele o Senhor e Salvador de sua vida. Estas últimas palavras de Jesus antes de voltar para o céu, resumem muito bem o que Ele espera de nós. Nossa missão principal é trazer novas pessoas para o Reino de Deus, cuidar delas e treiná-las para fazer o mesmo com outros. O mandamento básico que Jesus nos deu no verso 19 é fazer discípulos. É isto o que Deus espera de todos nós: que façamos discípulos.

Jesus não nos mandou fazer convertidos, mas sim fazermos discípulos. Fazer um discípulo é testemunhar para uma pessoa, ganhá-la para Cristo e se responsabilizar de oferecer todos os cuidados necessários para que ele também cresça e se torne um seguidor de Jesus saudável e maduro na fé. Isso não é somente um dever sagrado para cada cristão, mas um imenso privilégio.

A Grande Comissão é um mandamento com uma promessa: Ele nos pede algo para o qual já nos concedeu o poder para fazê-lo. Só falta entender que esta é mesmo a vontade de Deus e começarmos a praticá-la em nossa vida, pois precisamos corresponder ao seu chamado.

1.     O mundo precisa conhecer as boas novas de Salvação. A palavra “Evangelho” significa “boas novas”. De acordo com 1 Coríntios 15.1-4, a boa notícia é que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Ou seja, os seres humanos podem ter os seus pecados perdoados através da morte e ressurreição de Jesus. Sendo assim, o primeiro apelo do Evangelho é que todos reconheçam e confessem que são pecadores e que estão desconectados de Deus. Assim, os que creem no Evangelho, que recebem a morte e ressurreição de Cristo pelos seus pecados, são salvos e se tornam verdadeiros cristãos e discípulos de Cristo. São estes, os discípulos de Jesus, que são chamados por Ele para espalhar as boas novas e fazer outros discípulos, tornando-se um crente relevante.

2.   O Evangelho é anunciado através do nosso viver diário.  Deus planejou que cada um de nós, vivendo seu dia a dia, fosse uma testemunha de Jesus. Mas o diabo, que mantém a maioria da humanidade cega a respeito da salvação gratuita através de Jesus, não quer que façamos discípulos. E uma das suas principais estratégias é colocar na cabeça dos crentes algumas mentiras e pensamentos errados. Ele quer que a gente acredite que a maioria das pessoas é alcançada por pregadores profissionais, ou por campanhas evangelísticas, pela TV ou folhetos. Isto é uma grande mentira. A maioria das pessoas é alcançada por seus próprios amigos e parentes, que são cristãos comuns. Eles veem a mudança que Cristo realizou, observam o comportamento e acabam se interessando. A vida cristã normal inclui repartir a nossa fé com outros, por isso cremos que evangelizar e fazer discípulos é um estilo de vida que Deus quer que todo cristão viva.

3.     Amigos pode se tornar filhos na fé. Infelizmente algumas pessoas abandonam seus velhos amigos depois que se convertem. E depois de algum tempo, já não tem mais nenhuma amizade com não crentes. Veja bem: uma coisa é abandonar as práticas pecaminosas que você e seus amigos faziam antes, e outra coisa é abandonar os seus amigos. Se nós nos afastarmos deles, quem os conduzirá a Cristo? Uma das maneiras mais eficientes de evangelizar é através de cultivar bons relacionamentos. Precisamos aprender a influenciar as pessoas com as quais mantemos vínculos de amizade ou parentesco. O segredo de fazer discípulos é cultivar amizades sinceras com o propósito de alcançá-las para Jesus, e se esforçar para sempre fazer novas amizades.

Deus espera que sejamos suas testemunhas e que, no dia a dia, façamos discípulos para ele. Assim sendo, quando damos o nosso testemunho e compartilhamos as boas novas de salvação, isto significa que somos obedientes à ordem de Jesus, somos sensíveis à maior necessidade do ser humano, tornamos Jesus conhecido e promovemos a glória de Deus. 

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Carta Pastoral 203 - Fomos Chamados para seguir

Carta pastoral – Junho de 2022 – ano VI – 203

     Série: “Verdades Essenciais da Vida Cristã”

“Fomos chamados para Seguir”

Texto para ler: Marcos 3.13-15

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Após alguns dias meditando sobre a Igreja de Éfeso, tivemos a oportunidade de crescer no conhecimento sobre ser Igreja. Vamos agora aprender sobre algumas verdades que são essenciais para a vida cristã. E iniciamos refletindo sobre o nosso chamado. Fomos chamados para seguir a Jesus e vemos isso muito claro no Evangelho de Marcos.

Ao completar o grupo inicial de doze seguidores, Jesus subiu a um monte com eles e fez questão de apresentar claramente a proposta do tipo de discipulado que estava oferecendo. Ao desafiar aqueles homens a segui-Lo, Jesus os estava chamando para “que estivessem com Ele” e para que “os enviasse a pregar”. Duas coisas estavam bem claras no chamado do mestre: o processo e o propósito. E ninguém é um verdadeiro discípulo de Jesus se não entender esses conceitos. Em primeiro lugar, como processo de discipulado, estava explicito que o chamado era para um relacionamento pessoal com Jesus. A ideia não era que eles frequentassem uma classe de estudos bíblicos, mas sim que eles estivessem juntos, convivendo com o Mestre, compartilhando Sua intimidade pelo tempo que fosse necessário.

Em segundo lugar, eles foram levados a entender, desde o começo, que o discipulado tinha um objetivo final: que todos fossem enviados a realizar a obra de Deus. Seguir a Cristo não significava formar um grupo de amigos andando juntos, simplesmente para desfrutarem uns dos outros. Era para darem frutos. Quando três anos mais tarde Jesus lhes diz “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça”, isso não foi nenhuma surpresa para eles, pois a ideia já estava clara desde o início do chamado. Nenhum deles reagiu, estranhou ou se negou a trabalhar pelos frutos, porque entendia que isso fazia parte do discipulado. Hoje, ao tomarmos a decisão de receber a Cristo como Senhor e Salvador, nós nos tornamos seguidores e discípulos de Jesus tanto quanto aqueles doze primeiros. E o chamado é o mesmo:

1.     Como discípulos, somos chamados para estarmos com Ele. Isso fala de desenvolver um relacionamento pessoal com Cristo, de conhecê-Lo intimamente, descobrir sua vontade e obedecer aos seus mandamentos e a Sua direção. Cristianismo não é religião, é relacionamento com Deus por meio de Jesus. Por isso, o estudo da Palavra de Deus, a prática da oração constante, o louvor, a adoração e a comunhão com o Espírito Santo são tão importantes. A maioria dos ministérios que desenvolvemos na igreja são ministérios de processo, que nos ajudam a crescer em relacionamento e conhecimento de Deus. É a intensidade do nosso relacionamento com Deus e com os outros discípulos que geram transformação e maturidade espiritual. É relacionamento de dependência e obediência a Jesus que gera qualidade de vida cristã.

2. Como discípulos, somos chamados a pregar o Evangelho. Muitos querem limitar a vida cristã ao relacionamento com Cristo e sua igreja, desprezando o propósito final que é dar frutos. E isso é impossível. Não podemos ficar no processo a vida toda. Aquele que não faz outros discípulos está em franca infidelidade ao chamado de Cristo. Ele nos deu uma grande comissão, que é um mandamento universal Mt 28.18-20. É unânime em toda a igreja mundial que a tarefa encerrada nestas palavras pertence a todo cristão. Pregar o evangelho, fazer discípulos, não é encargo exclusivo de uma classe de pastores, missionários, ou de quem goste deste desafio. É para todos os que abraçam a fé cristã! Somos chamados por Jesus a impactar o mundo, fazer a maior colheita da história e anunciar a volta de Jesus. Todos os ministérios de processos devem cooperar para que a igreja esteja preparada e mobilizada para frutificar. Por isso nossos GCEUs são de relacionamento (o processo) e de evangelismo (o propósito), e os dois andam juntos. Enquanto Jesus se relacionava e ainda treinava os seus discípulos, Ele já os enviava a pregar, pois processo e propósito andam juntos ao longo de toda a vida de um discípulo.

Seguir a Cristo envolve um processo e um propósito. O processo é de transformação de nossa vida através de relacionamento com Ele. O propósito é nos tornarmos os discípulos frutíferos que Ele deseja, para cumprimos a grande comissão que Ele deu a todos nós e, através da evangelização, transformarmos o mundo.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Carta Pastoral 202 - Uma Igreja pronta para a Batalha (parte 02)

 Carta pastoral – Junho de 2022 – ano VI – 202

     Série: “Uma Igreja para SER”

“Uma IGREJA pronta para a Batalha (parte 02)”

Texto para ler: Efésios 6.10-20

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Muito se fala de batalha espiritual no âmbito das dificuldades espirituais individuais dos crentes. Poucos têm percebido que a batalha espiritual mais eficaz é aquela que tira vidas das mãos de Satanás e ganha terreno para o Reino de Deus. Ouço muito falar de vitória na vida pessoal, de libertação das obras malignas, de cânticos de guerra, de armas de vitória, mas sempre em relação ao crente como indivíduo. A Igreja precisa abrir os olhos e ver que Satanás o está tentando nos tirar do foco, não permitindo que vejamos o aspecto mais amplo e mais eficaz da batalha, que é avançar no terreno do inimigo e resgatar vidas de suas mãos.

De acordo com a Bíblia quem não tem Cristo pertence a Satanás e logicamente, quando você começa a evangelizar uma pessoa, o inimigo não vai gostar e fará de tudo para não perder a vida que está em seu domínio. Você já tentou tirar um osso da boca de um cão faminto? Que tal tirar a carne de um leão faminto? Saiba, então que quando você decide servir a Cristo, fez uma declaração de guerra 
contra Satanás, mas a vitória já está garantida por Jesus. Aleluia!

1.     "...segurando sempre o escudo da fé..." - O inimigo estará sempre lançando dardos contra os crentes. Estes dardos são acusações e tentações de todos os tipos e atacam as muitas diferentes áreas da nossa vida. Somente pela fé poderemos combater e anular esses dardos. A vida cristã é vivida pela fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. Nessa batalha espiritual, trabalhamos pela fé, e ela vem pelo conhecimento da Palavra de Deus. Portanto, quanto mais conhecermos a Bíblia, mais fé teremos e naturalmente sabemos lidar com as tentações, e o inimigo será vencido.

2.     "Tomai também o capacete da salvação..." - Nesse versículo, Paulo fala da salvação como capacete que protege a parte mais importante do nosso corpo, a cabeça. Um dos ataques mais frequentes de Satanás contra os crentes é quanto a certeza da salvação. Diversas vezes ele coloca em dúvida a salvação dos crentes. Por isso a nossa proteção deve ser o fato de que um dia, pessoalmente, pela Fé, recebemos Cristo como Senhor e Salvador; nossos pecados foram perdoados; nascemos de novo pelo Espírito Santo; nosso nome está escrito no livro da vida; o Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; somos novas criaturas. Portanto, quando o inimigo lançar sobre nós dúvidas quanto à salvação, devemos nos lembrar dos fatos que aconteceram em nossa vida quando recebemos Cristo e das promessas registradas na Palavra de Deus quanto à obra de Cristo para nossa salvação.

3.     "Tomai... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus..." - O apóstolo Paulo apresenta a arma mais ofensiva, a espada, como a Palavra de Deus. Golpeamos o inimigo com a palavra de Deus. Satanás é mentiroso, e a Palavra de Deus é a verdade que sempre prevalece sobre a mentira. Em Mateus 4, quando foi tentado, Jesus usou como arma a Palavra de Deus. Todas as vezes que o diabo lhe fazia uma sugestão, ele golpeava, dizendo: "Está escrito..." Por essa razão, o crente deve conhecer a Bíblia, estudá-la, memorizá-la, meditar nela e principalmente colocá-la em prática na vida, e assim golpeará o inimigo.

4.     "... com toda oração e súplica..." - Sem oração é impossível a realização da obra de Deus. Não adianta você se revestir da armadura e não saber manejá-la. Assim, a oração é a base, é a alavanca para manejarmos a armadura de Deus. Precisamos de uma vida de mais oração, pois é por meio dela que se obtêm os resultados da vitória de Cristo. É pela oração que o poder de Deus se manifesta. E orando obtemos um coração mais sensível à vontade de Deus e às necessidades do nosso próximo. Satanás treme de medo quando vê um crente de joelhos, orando.

 

Então vamos orar agora! Vamos clamar por uma grande vitória sobre o inimigo e assim o Evangelho da Graça irá alcançar cada vida em nossa comunidade.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

terça-feira, 14 de junho de 2022

Carta Pastoral 201 - Uma Igreja pronta para a Batalha

 Carta pastoral – Junho de 2022 – ano VI – 201

     Série: “Uma Igreja para SER”

“Uma IGREJA pronta para a Batalha”

Texto para ler: Efésios 6.10-20 

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Pregar o Evangelho da Graça, querer ver o mundo todo salvo, servir a Cristo, é atacar diretamente o inimigo, Satanás. Porém Satanás, não quer perder terreno e, então, procura enganar os cristãos, mantendo escondido o conceito da batalha espiritual que mais lhe incomoda, que é a conquista dos povos ainda não alcançados. Muito se fala de batalha espiritual no âmbito das dificuldades espirituais individuais dos crentes. Poucos têm percebido que a batalha espiritual mais eficaz é aquela que tira vidas das mãos de Satanás e ganha terreno para o Reino de Deus.

Neste trecho da Palavra de Deus, Paulo apresenta-nos a armadura de Deus. Saiba que a luta está no âmbito espiritual; logo, temos de nos revestir da armadura de Deus, mas antes temos de estar fortalecidos no poder do Senhor; então vestiremos a armadura e estaremos prontos para a batalha. 

1. "...cingindo-vos com a verdade" - Esta é a figura muito usada pelo apóstolo Paulo, no sentido de estarmos revestidos de Cristo. Cristo é a verdade, e poderemos enfrentar Satanás somente se estivermos firmados na verdade, que é Cristo, tendo certeza da nossa salvação, baseados num encontro pessoal com Ele, que nos garante autoridade. Se você sabe quem é Cristo e tem certeza de que Ele está em sua vida, revestido dessa verdade, poderá enfrentar o inimigo e vencê-lo.

2.     "... vestindo-vos da couraça da justiça" - Aqui você encontra a convicção de que já está justificado do pecado, pela fé no sacrifício de Cristo na cruz. A Bíblia garante, pela morte de Cristo na cruz, que aquele que o recebe e se entrega a Ele fica justificado de todos os pecados, o que lhe garante a certeza da salvação. Por causa dessa convicção, você pode expulsar o acusador e exercer autoridade sobre ele, pois tem a garantia do perdão e poderá combater suas acusações.

3.     "Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz..." - A preparação do evangelho é uma arma ofensiva e indica o nosso avanço contra o inimigo. Quando pregamos o evangelho estamos progredindo nos campos de batalha; por isso o apóstolo Paulo usa a figura dos pés, para exemplificar o caminhar à frente, o ganhar terreno. Isso deve motivar cada crente a pregar o evangelho e a fazer discípulos em sua área de atuação.

 

Na próxima semana continuaremos sobre esse tema tão importante para a Igreja, pois de fato estamos em uma grande batalha e precisamos estar munidos de todas as armas espirituais possíveis. Assim como marchamos com as Déboras pelas ruas do nosso bairro, vamos continuar marchando com a pregação do Evangelho da Graça até alcançar toda essa multidão para Cristo.


Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Carta Pastoral 200 - Uma Igreja de Famílias abençoadas

 Carta pastoral – Junho de 2022 – ano VI – 200

     Série: “Uma Igreja para SER”

“Uma IGREJA de famílias abençoadas”

Texto para ler: Efésios 5.22-33; 6.1-4

Queridos e amados irmãos, que a Graça e Paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O lar e consequentemente a família, foi a primeira instituição criada pelo Senhor. Não existia ainda a Igreja, o Estado, nem qualquer outra instituição, ou organização humana. A família é o alicerce da Sociedade. Alguém já disse que a família é a "célula mater da sociedade", isto evidentemente é verdade, devido à sua importância no plano de Deus para o homem, a sociedade e a Igreja. Por esta razão, devemos empenhar todos os esforços no sentido de preservá-la das corrupções e distorções que há no mundo.

Um dos principais objetivos de Satanás é destruir a família, pois ele sabe que destruindo a família destruirá um fator de grande importância para a sociedade e a Igreja, e por esta razão, não mede esforços para tal intento. Para nos defendermos das astúcias e artimanhas do diabo, é importante que nós voltemos a compreender e a reafirmar os princípios básicos que a Bíblia contém sobre a família. Evidentemente que a Bíblia é a Palavra de Deus e o que a Bíblia fala é o pensamento de Deus. Para termos uma Igreja com famílias abençoadas, vejamos alguns princípios básicos que Precisam Ser Observados:

1.     Foi Deus quem ordenou o casamento, e consequentemente a formação da família - A família não surgiu de uma boa ideia do homem, por achar que ela seria boa para a sociedade. Se fosse assim, deveríamos preparar melhores opções para o futuro, pois o casamento, para muitos, está desacreditado, e a família está de desintegrando a cada dia que passa. Está até mesmo ultrapassada, de acordo com os valores atuais. Contudo, a família é fundamental para a sociedade, porque foi estabelecida por Deus para durar para sempre, e aqueles que obedecem aos padrões de Deus para a família, certamente viverão juntos até que a morte os separe. A Bíblia descreve o casamento, como sendo uma aliança entre um homem e uma mulher. Aliança, é um pacto solene que envolve duas pessoas, e quando quebrada traz consequências.

2.     Por ter origem em Deus, o casamento é bom, e a família é abençoada - Devemos observar que a primeira família foi instituída antes da queda, quando ainda não havia o problema do pecado na raça humana, que futuramente traria sérias consequências. Sabemos que o pecado, que entrou no mundo depois da queda do homem, tornou-se o fator de maior relevância na deterioração da família. Outro fator a considerar é que por causa do pecado, muita gente vê no casamento algo pecaminoso e inferior. Contudo, tudo o que envolve o casamento é bom, pois ele foi criado por Deus, e Deus é bom. O casamento, e a formação da família é algo tão maravilhoso que Paulo compara o relacionamento entre o homem e a mulher, com o relacionamento entre Cristo e sua Igreja, Ef 5.25-27.

3.     A família dentro dos planos de Deus tem dois propósitos: Propósito de Complementação e o Propósito de Gerar Filhos; A mulher foi dada ao homem como auxiliadora, ajudadora, complementadora. Como auxiliadora, ela se adapta ao seu marido e o complementa e é complementada. Temos aqui o princípio da matemática de Deus um mais um é igual a um. Este complemento abrange todas as áreas, tanto física, como emocional, como biológica etc. Ter filhos é receber bênçãos do Senhor. O homem, deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida espiritual de seus filhos.

Se não queremos sérios problemas futuros com nossos filhos, muito menos a qualidade do relacionamento deles com Deus comprometidos, então precisamos ser sacerdotes dedicados em ministrar e cobrir suas vidas em oração.

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

 

                                                                                            Pr. Luiz Antonio

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