Carta pastoral – Agosto de 2026 – ano VII
“Imitadores de Deus”
Textos para ler: Efésios 5. 1-2
Queridos e amados irmãos, que a Graça e
paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.
Se você
pudesse escolher uma pessoa para imitar durante uma semana — alguém que admira
pelo seu caráter, atitudes ou maneira de viver — quem seria e por quê?
Todos nós
imitamos alguém. Nossas palavras, hábitos, valores e atitudes são influenciados
pelas pessoas que admiramos. Paulo nos apresenta um desafio muito maior: “Sede,
pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” A questão não é simplesmente: “Quem
estamos imitando?”, mas: “Nossa maneira de viver se parece com a maneira de
Deus?”
SOMOS FILHOS ANTES DE SERMOS
IMITADORES - Paulo começa dizendo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos
amados.” Isso é muito importante. Paulo não diz: “Imitem Deus para que vocês se
tornem filhos.” Ele diz: “Imitem Deus porque vocês são filhos amados.” A
obediência cristã nasce da identidade. Não tentamos viver de maneira santa para
conquistar o amor de Deus. Vivemos em santidade porque já fomos alcançados pelo
amor de Deus. Existe uma diferença enorme entre: “Preciso obedecer para Deus me
amar.” e “Porque Deus me ama, quero viver para agradá-lo.” A primeira produz
escravidão religiosa. A segunda produz relacionamento. O evangelho não começa
com aquilo que precisamos fazer por Deus, mas com aquilo que Deus fez por nós
em Cristo.
A VIDA CRISTÃ É UMA VIDA DE
IMITAÇÃO - Paulo usa uma expressão muito forte: “Imitadores de Deus.” A palavra
transmite a ideia de reproduzir um modelo. Paulo está dizendo: “Olhem para Deus
e procurem refletir aquilo que vocês veem nele.” Filhos naturalmente aprendem
observando seus pais. Eles repetem palavras, comportamentos, expressões e até
maneiras de reagir. Da mesma forma, aqueles que foram adotados por Deus devem
desenvolver uma vida que reflita o caráter do Pai. Isso significa que o
cristianismo não é apenas frequentar cultos, conhecer versículos ou participar
de atividades da igreja. É permitir que o caráter de Deus seja percebido em
nossa maneira de falar, tratar as pessoas, reagir às dificuldades, lidar com
dinheiro, viver dentro de casa, exercer autoridade, perdoar, servir, amar e tomar
decisões. A pergunta não é apenas: “Eu conheço a Deus?” Mas também: “As pessoas
conseguem perceber Deus através da minha vida?”
O MODELO DA NOSSA IMITAÇÃO É
CRISTO - Paulo continua: “Andai em amor, como também Cristo nos amou...” Aqui
encontramos o padrão. Como devemos imitar Deus? Amando como Cristo amou. O amor
cristão não é simplesmente sentimento. Cristo demonstrou seu amor através de
uma entrega. Paulo diz: “...e se entregou a si mesmo por nós.” Jesus não apenas
disse: “Eu amo vocês.” Ele entregou a própria vida. O amor bíblico sempre
encontra uma maneira de se transformar em atitude. É possível dizer que amamos
nossa família, mas não demonstrar paciência. É possível dizer que amamos a
igreja, mas não servir. É possível dizer que amamos pessoas, mas não perdoar. É
possível dizer que amamos a Deus, mas não obedecer. O amor de Cristo nos ensina
que amar é entregar-se.
Somos filhos
amados. Por isso, imitamos o Pai. Imitamos o Pai andando em amor. Andamos em
amor seguindo o exemplo de Cristo. E seguimos Cristo aprendendo a nos entregar.
O evangelho
não apenas muda aquilo que acreditamos. O evangelho muda a maneira como
vivemos. Quem compreendeu o amor de Cristo não consegue continuar vivendo
exclusivamente para si. Cristo se entregou por nós. Agora somos chamados a
viver uma vida que reflita essa entrega. Não fomos chamados apenas para falar
sobre o amor de Deus. Fomos chamados para encarná-lo em nossos relacionamentos.
Amar a Deus, Amar o próximo e Fazer Discípulos.
Até a última casa!
Pr. Luiz Antonio
Nenhum comentário:
Postar um comentário