terça-feira, 18 de agosto de 2026

Imitadores de Deus

 Carta pastoral – Agosto de 2026 – ano VII

Imitadores de Deus

Textos para ler: Efésios 5. 1-2

Queridos e amados irmãos, que a Graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Se você pudesse escolher uma pessoa para imitar durante uma semana — alguém que admira pelo seu caráter, atitudes ou maneira de viver — quem seria e por quê?

Todos nós imitamos alguém. Nossas palavras, hábitos, valores e atitudes são influenciados pelas pessoas que admiramos. Paulo nos apresenta um desafio muito maior: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” A questão não é simplesmente: “Quem estamos imitando?”, mas: “Nossa maneira de viver se parece com a maneira de Deus?”

SOMOS FILHOS ANTES DE SERMOS IMITADORES - Paulo começa dizendo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” Isso é muito importante. Paulo não diz: “Imitem Deus para que vocês se tornem filhos.” Ele diz: “Imitem Deus porque vocês são filhos amados.” A obediência cristã nasce da identidade. Não tentamos viver de maneira santa para conquistar o amor de Deus. Vivemos em santidade porque já fomos alcançados pelo amor de Deus. Existe uma diferença enorme entre: “Preciso obedecer para Deus me amar.” e “Porque Deus me ama, quero viver para agradá-lo.” A primeira produz escravidão religiosa. A segunda produz relacionamento. O evangelho não começa com aquilo que precisamos fazer por Deus, mas com aquilo que Deus fez por nós em Cristo.

A VIDA CRISTÃ É UMA VIDA DE IMITAÇÃO - Paulo usa uma expressão muito forte: “Imitadores de Deus.” A palavra transmite a ideia de reproduzir um modelo. Paulo está dizendo: “Olhem para Deus e procurem refletir aquilo que vocês veem nele.” Filhos naturalmente aprendem observando seus pais. Eles repetem palavras, comportamentos, expressões e até maneiras de reagir. Da mesma forma, aqueles que foram adotados por Deus devem desenvolver uma vida que reflita o caráter do Pai. Isso significa que o cristianismo não é apenas frequentar cultos, conhecer versículos ou participar de atividades da igreja. É permitir que o caráter de Deus seja percebido em nossa maneira de falar, tratar as pessoas, reagir às dificuldades, lidar com dinheiro, viver dentro de casa, exercer autoridade, perdoar, servir, amar e tomar decisões. A pergunta não é apenas: “Eu conheço a Deus?” Mas também: “As pessoas conseguem perceber Deus através da minha vida?”

O MODELO DA NOSSA IMITAÇÃO É CRISTO - Paulo continua: “Andai em amor, como também Cristo nos amou...” Aqui encontramos o padrão. Como devemos imitar Deus? Amando como Cristo amou. O amor cristão não é simplesmente sentimento. Cristo demonstrou seu amor através de uma entrega. Paulo diz: “...e se entregou a si mesmo por nós.” Jesus não apenas disse: “Eu amo vocês.” Ele entregou a própria vida. O amor bíblico sempre encontra uma maneira de se transformar em atitude. É possível dizer que amamos nossa família, mas não demonstrar paciência. É possível dizer que amamos a igreja, mas não servir. É possível dizer que amamos pessoas, mas não perdoar. É possível dizer que amamos a Deus, mas não obedecer. O amor de Cristo nos ensina que amar é entregar-se.

Somos filhos amados. Por isso, imitamos o Pai. Imitamos o Pai andando em amor. Andamos em amor seguindo o exemplo de Cristo. E seguimos Cristo aprendendo a nos entregar.

O evangelho não apenas muda aquilo que acreditamos. O evangelho muda a maneira como vivemos. Quem compreendeu o amor de Cristo não consegue continuar vivendo exclusivamente para si. Cristo se entregou por nós. Agora somos chamados a viver uma vida que reflita essa entrega. Não fomos chamados apenas para falar sobre o amor de Deus. Fomos chamados para encarná-lo em nossos relacionamentos.

Amar a Deus, Amar o próximo e Fazer Discípulos. Até a última casa!

                                                                                               Pr. Luiz Antonio

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