quinta-feira, 26 de abril de 2018

Carta Pastoral 085 - Os Materiais da Casa de Deus


Carta pastoral – Abril de 2018 – ano III – 085

Série “Alinhando a visão”

“Os materiais da Casa de Deus”

Textos para ler: 1Co 3.10-17; Mt 16.15-18

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

O ponto central do texto de 1 Coríntios 3.10-17 é a edificação da Igreja. Aqui, a Igreja é apresentada como um edifício, e nós somos os edificadores e também os próprios materiais do edifício. A Bíblia pode ser vista, entre outras coisas, como um grande manual de construção. Desde o princípio, Deus está trabalhando para ter Seu edifício, um lugar para Sua habitação e Sua expressão na terra.

Há quatro itens observados tanto no começo quanto no final da Bíblia: a Noiva, a árvore, o rio e os materiais preciosos – ouro, pérola e pedras preciosas. O primeiro e o segundo capítulos de Gênesis são a planta do edifício, que contém também os materiais de construção, e os capítulos 21 e 22 de Apocalipse formam a foto da estrutura acabada. Assim, em Gênesis temos os materiais e a planta, no decorrer da Palavra de Deus vemos o projeto e a construção, mas em Apocalipse vemos o edifício pronto. Vejamos os elementos citados por Paulo para que essa obra de construção seja levada a cabo e o propósito de Deus possa ser visto e cumprido na terra.

 1. O construtor

Na primeira carta aos Coríntios, Paulo diz que é o prudente construtor (1Co 3.10). Ele tinha a visão da planta, do projeto, dos materiais, enfim, de toda a construção. Porém, ele adverte que cada um seja cuidadoso em como edifica, o que nos mostram claramente que cada um de nós é também um construtor. Todos estamos envolvidos nessa obra de construção do Corpo de Cristo, da habitação eterna de Deus, que é a Igreja. Paulo diz que ele recebeu graça de Deus para lançar o fundamento. E é uma verdadeira graça recebermos a oportunidade de cooperar com Deus na edificação de Sua casa. Muitos encaram como um trabalho penoso e difícil, mas os verdadeiros edificadores veem a obra como uma grande graça de Deus confiada a nós. A palavra usada no verso 10 é “prudente”, que significa “especialista”, alguém que realmente conhece o ofício. Isso indica que precisamos investir tempo buscando de Deus o conhecimento correto da planta e de como devemos edificar.

2. O alicerce

No verso 11 do mesmo capítulo, Paulo diz que ninguém pode lançar outro fundamento além do que foi posto. Uma das grandes verdades de nossa fé é que a salvação não é pelas obras, mas pela fé em Cristo somente. Em outras palavras, o princípio de toda a verdadeira edificação é receber Cristo como Senhor e Salvador. Sem o fundamento, não pode haver verdadeira edificação. Mas, embora não sejamos salvos pelas obras, somos “criados em Cristo Jesus para as boas obras” (Ef 2.9,10), contempladas nesse texto como sendo a construção sobre o fundamento (1Co 3.14). Por outro lado, vemos que nós mesmos somos transformados em pedras no edifício de Deus. Não apenas nossas obras são materiais, mas também nós mesmos (1Pe 2.4-5). Depois de crer no Senhor, todos nós precisamos ser edificados como Igreja. E o evangelho de Mateus 16.15-18 contém a primeira menção da Igreja no Novo Testamento. A resposta de Pedro nessa passagem mostra aquilo que procede do coração de Deus. Quando Pedro disse que Jesus era o Filho de Deus, o Senhor nos mostrou que tal revelação é a base, ou a rocha, para a edificação da Igreja. Depois da confissão de Pedro, o Senhor disse que Ele edificaria Sua Igreja sobre a rocha. Porém, esta rocha não é o próprio Pedro, como ensina a Igreja Católica Romana, mas podemos dizer que ela tem três aspectos: ela é o próprio Cristo, a revelação e a confissão de Cristo, como veremos a seguir:

·           Em primeiro lugar, a rocha é Cristo, como o próprio Senhor Jesus disse a Pedro (Mt 16.18), e como afirma Paulo em sua primeira carta aos Coríntios (1Co 3.10-11).

·           Em segundo lugar, a rocha é a revelação de Cristo. Ela não é apenas Cristo, mas a revelação de que Ele é o Filho do Deus vivo. Quando temos tal revelação, somos também transformados em pedras vivas e, assim, nos tornamos materiais apropriados para a edificação da Igreja (1Pe 2.5). Na vida cristã, o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. A maior preocupação de Paulo em todas as suas epístolas era a revelação (Ef 1.15-19; 3.14-19), pois o que realmente tem valor é conhecermos a Cristo por revelação em nosso espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente, todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas. Revelação não é descobrir algo que ninguém conhecia na Palavra de Deus. Antes, é saber algo pelo espírito, é ver do ponto de vista de Deus, é ver como Deus vê (Lc 24.13-16, 30-31; Jo 20.11-16; 1Co 2.11-12; 2Co 3.6; 4.6; 5.16). Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que, antes, ele conhecia Jesus na carne, mas depois, passou a conhecê-lo pelo Espírito 2Co 5.16. A edificação da Igreja depende de conhecermos Cristo por revelação. Onde há luz e unção, naturalmente as pessoas serão transformadas em pedras vivas como foi Pedro.

·           Em terceiro lugar, a rocha é a confissão de Cristo. Não basta termos a revelação, precisamos também da confissão. A Igreja é edificada pela Palavra revelada que é falada. Todos nós precisamos entender que a Igreja é edificada quando temos o falar correto e apropriado. Todas as coisas importantes na vida espiritual dependem de falarmos, de confessarmos. Paulo afirma, em Romanos 10.9,10, que nós somos salvos quando cremos com o coração e confessamos com a boca. Em Efésios 5.19,20, ele afirma que somos cheios do Espírito quando falamos com salmos e hinos espirituais. Nossa fé é liberada quando falamos, é o que ele diz em 2 Coríntios 4.13. Nós cremos, por isso falamos, e é nesse momento que a fé se materializa. No Salmo 91, todas as promessas de Deus se cumprem por uma simples razão: “Pois disseste...” Sl 91.9.

A maneira como edificamos a Igreja é falando, fluindo no Espírito. Toda igreja, para ser edificada, precisa ter um falar espiritual onde todos os membros podem fluir. Quando isso acontece, estamos edificando na rocha.

Desejamos ser essa Igreja, e para isso estamos aprendendo a cada dia, sermos edificados no Senhor. Em Cristo Jesus, nossa Rocha Eterna. Até a última casa!

         

                                                                                                             Pr. Luiz Antonio

sábado, 21 de abril de 2018

Carta Pastoral 084 - Como podemos cooperar na edificação da Igreja


Carta pastoral – Abril de 2018 – ano III – 084

Série “Alinhando a visão”

“Como podemos cooperar na edificação da Igreja”

Textos para ler: At 2.42,44,46; 1Pe 2.2; Ef 2.21; Ef 4.15-16

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Após algumas semanas refletindo sobre os ministérios e suas funcionalidades na edificação da Igreja, creio que em cada coração já começa sinalizar o desejo de ser um edificador da Casa de Deus. Vamos hoje falar algumas indispensáveis para essa edificação:

A) Precisamos nos reunir

De nada adianta falarmos de edificação se somos individualistas e isolados. A reunião é extremamente importante para a edificação do Corpo. Quando estamos em Cristo, sentimos necessidade dos outros membros do corpo. Quando nascemos de novo, desenvolvemos um profundo sentimento de que necessitamos dos outros e de que não podemos viver isolados dos demais irmãos. João disse que aquele que é nascido de Deus ama os irmãos. Seria uma grande contradição dizer que amamos os irmãos, mas não desejarmos estar com eles. O amor sempre resulta em comunhão. Algumas vezes, questiono se algumas pessoas realmente nasceram de novo. Elas vivem como se tivessem simplesmente mudado de religião. E essa mudança de religião sem mudança de vida pode ser muito penosa. Tais pessoas não possuem uma nova vida em seu espírito e, mesmo assim, lhes é exigido um novo viver. Isso é muito penoso e extremamente difícil. É como pedir a um cachorro para que voe. Se ele conseguisse receber a vida e a forma de um pássaro, não precisaria de nenhuma ordem para voar, ele simplesmente voaria espontaneamente. Precisamos perceber que nascemos de novo e recebemos a pessoa de Cristo dentro de nós. Agora, o Cristo que habita em nós simplesmente é atraído por outros que possuem o mesmo Cristo, o mesmo tipo de vida. É algo inteiramente espontâneo. Podemos ter muitas dificuldades no dia-a-dia, falta de tempo e horários difíceis, mas sempre haverá no coração dos nascidos de Deus um anseio pela comunhão, pela reunião dos santos.

b) Precisamos crescer no Senhor

Textos como 1 Pedro 2.2, Efésios 2.21 e 4.15 mostram claramente que a edificação da Igreja só é possível pelo crescimento dos membros. Somente um corpo crescido pode expressar apropriadamente o Senhor. Precisamos tratar com o nosso pecado, nosso mundanismo e com o nosso ego. Para crescer, precisamos nos encher da vida de Cristo, pois, quando somos cheios do Senhor e ministramos ao Senhor, então a vida abundante de Cristo se manifesta. Tudo de que precisamos para crescer é de vida fluindo. Crescer até a maturidade é uma exigência básica para todos os santos para que haja edificação da Igreja.

c) Precisamos funcionar como ministros

Todos nós somos ministros e todos somos membros do corpo. Se somos ministros, precisamos ministrar ao corpo; se somos membros, precisamos funcionar de acordo com o dom que o Espírito nos concedeu. Se uma pessoa não consegue funcionar adequadamente, isso pode ser um sinal de que ela ainda não cresceu o suficiente. Sem crescimento, não sabemos como funcionar, por isso, a primeira condição para edificar é crescer.

d) Todos nós precisamos falar

Na vida da igreja, o falar é fundamental. Na reunião de celebração, não podemos falar, mas, no GCEU, falar é uma forma de edificarmos a Casa de Deus. Se não falamos, não crescemos nem conseguimos ministrar de acordo com nosso dom. Precisamos ser cuidadosos, porém, para não termos um falar negativo. Há vários tipos de falas negativas que destroem ao invés de edificar. O primeiro tipo é a fofoca, e nem preciso dizer o quanto ela pode ser destrutiva. Outro falar extremamente destrutivo é a crítica. Não devemos ter palavras de crítica em nossos grupos de discipulado. Mesmo quando tivermos de exortar, devemos fazê-lo de forma positiva. Lembre-se sempre de que é pela boca que a maior parte das doenças naturais se propagam, e não é diferente na vida espiritual.  



Tendo essas ações presentes em nossas vidas e GCEUs, iremos edificar a Igreja do Senhor e impactar o mundo. Não sejamos apenas ouvintes, mas praticantes da palavra e assim alcançaremos as multidões para Cristo. Até a última casa!

                                                                                                             
                                                                                                            Pr. Luiz Antonio

sábado, 14 de abril de 2018

Carta Pastoral 083 - Compreendendo a Edificação parte 04


Carta pastoral – Abril de 2018 – ano III – 083

Série “Alinhando a visão”

“Compreendendo a Edificação 04”

Textos para ler: 1Pe 2.1-10; Ef 2.20-22; Ef 4.11-12; Hb 3.6

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

A alguns dias temos aprendido que na edificação da Casa de Deus, os ministérios apontam para cada função nessa edificação, e que o ministério de apóstolo é aquele que tem a capacidade de fazer a leitura do projeto, de entender e transmitir a visão da edificação para a igreja. O ministério do evangelista é coletar pedras para que elas sejam edificadas na Casa de Deus. Falamos também que o ministério de ensino (mestre) tem a missão de lapidar as pedras para que elas sejam edificadas na Casa de Deus. Hoje vamos dar continuidade ao aprendizado sobre as demais funções na edificação da Casa de Deus.

4. As pedras devem ser encaixadas

Preparadas as pedras, precisamos, agora, do quarto ministério, que vai colocar cada pedra no lugar certo e cimentá-las umas nas outras para que cada uma tenha uma boa relação e esteja ligada com as demais. Esse é o ministério pastoral. Todos nós precisamos cuidar uns dos outros, e necessitamos estar atentos para que cada pedra esteja edificada em seu próprio lugar. Além disso, essas pedras precisam de manutenção e cuidado para se manterem sempre numa boa condição.

5. O controle de qualidade

O ministério profético é o último elemento necessário para a construção da Casa de Deus. Ele é o responsável pelo controle de qualidade. Quando construímos, precisamos cuidar para que a construção esteja de acordo com o projeto. Esse é um trabalho de supervisão e, se percebermos que estamos construindo de maneira errada, precisamos exortar uns aos outros.

Se alguém, por exemplo, estiver edificando fora da planta, precisamos trazê-lo de volta. Por outro lado, se estivermos fazendo tudo corretamente, o ministério profético confirmará o trabalho feito e nos motivará a fazer o que ainda falta. Toda construção é um lugar muito bagunçado – muito barulho, muitas ferramentas espalhadas – e isso pode ser muito cansativo. Na verdade, podemos nos machucar enquanto construímos e, por isso, ficamos desencorajados e desanimados. Nesse momento, o ministério profético vem

para confortar, pois ele tem três funções: exortar, edificar e confortar. Uma das razões pelas quais muitos ficam cansados e desanimados na edificação do grupo de discipulado é porque se esquecem que cada grupo de discipulado é como uma construção. E posso dizer que poucas coisas são tão motivadoras como uma construção, mas também tão cansativas e estressantes. O trabalho quase nunca acontece no tempo previsto nem na qualidade esperada. Precisamos fazer constantes correções, e isso nos desanima. Por isto precisamos do ministério profético, para vir e nos lembrar que estamos construindo uma casa para Deus. Ele nos encoraja e motiva a continuar, pois todo trabalhador na construção precisa de encorajamento, principalmente os líderes. Além disso, a construção não pode ser feita de forma desleixada; precisamos supervisioná-la o tempo todo. Lembre-se de que cada crente é, ao mesmo tempo, construtor e pedra viva. Se deixarmos os crentes edificadores sem supervisão e treinamento, eles não conseguirão terminar o projeto. Isso também nos faz ver como é séria e perigosa a edificação da Igreja. Uma construção feita de forma errada pode ruir e machucar muita gente. Na verdade, toda construção é um lugar perigoso. Há riscos por todo o lado e, se não soubermos como edificar, poderemos nos machucar e ferir muita gente. Conheço muitas pedras que foram estragadas por construtores ineptos, e precisamos investir muito tempo para torná-las próprias para a edificação novamente.

Outro aspecto importante é que, sem supervisão, os trabalhadores ficam preguiçosos. Construção é um lugar onde os trabalhadores gostam de parar para conversar. Se os mandamos buscar mais pedras, eles fogem do trabalho. Por outro lado pode ser que os trabalhadores estejam muito motivados, mas não tenham muita habilidade e acabem quebrando as pedras, inutilizando-as para a edificação. Tudo isso acontece por falta de supervisão e treinamento. Para que o projeto seja realizado, precisamos de supervisores. É deles a responsabilidade de treinar, equipar e também de checar se a obra está sendo feita corretamente. O trabalho de supervisão é um tipo do ministério profético. Paulo diz que a obra de edificação é feita por todos os crentes, mas os crentes são treinados pelos cinco ministérios: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Esses ministérios podem ser vistos como pessoas ou como disciplinas que devem ser ministradas a todos os crentes para que a obra do ministério aconteça. De uma forma ou de outra, sempre teremos irmãos que atuarão nos ministérios, mesmo que não possuam título algum.

O importante não são os títulos, mas a realidade da edificação.

Edificando Pedras Vivas até a última casa!

                                                                                                              Pr. Luiz Antonio

domingo, 8 de abril de 2018

Carta Pastoral 082 - Compreendendo a Edificação parte 03


Carta pastoral – Abril de 2018 – ano III – 082

Série “Alinhando a visão”

“Compreendendo a Edificação 03”

Textos para ler: 1Pe 2.1-10; Ef 2.20-22; Ef 4.11-12; Hb 3.6

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

A alguns dias temos aprendido que na edificação da Casa de Deus, os ministérios apontam para cada função nessa edificação, e que o ministério de apóstolo é aquele que tem a capacidade de fazer a leitura do projeto, de entender e transmitir a visão da edificação para a igreja. O ministério do evangelista é coletar pedras para que elas sejam edificadas na Casa de Deus. Hoje vamos dar continuidade ao aprendizado sobre as demais funções na edificação da Casa de Deus.

3. As pedras devem ser buriladas



Como nós saímos e coletamos muitas pedras pelo evangelismo, agora nossa construção está cheia de pedras, mas elas não estão prontas para a edificação. Neste ponto, precisamos do terceiro elemento: o ministério de ensino. Nesta obra, precisaremos quebrar algumas pedras e talhar outras para tirar as arestas, e o ministério que faz isso é o de ensino. Precisamos ensinar e discipular uns aos outros, pois na Casa de Deus tudo é feito através da reciprocidade.

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” Cl 3.16

Um grande problema que algumas igrejas enfrentam é que o discipulado se torna uma relação exclusivista e controladora. O discípulo só aceita ser ensinado e exortado por seu discipulador e este, por sua vez, não admite que ninguém venha instruir seu discípulo. Esse não é o espírito da Casa de Deus, pois nela, tudo é feito uns aos outros. Quando faço parte da edificação de um grupo de discipulado, devo aceitar que um irmão me exorte, mesmo que ele conheça menos que eu; preciso receber o conselho de outro, mesmo que ele não seja o líder ou pastor. No texto de Colossenses, Paulo ensina que, na Casa de Deus, nós nos instruímos mutuamente, ou seja, ensinamos uns aos outros. Mas, há aqueles que só aceitam aprender com o pastor. Na mesma carta, Paulo diz que devemos também nos aconselhar mutuamente, contudo, há aqueles que só aceitam conselhos do pastor e, mesmo assim, dentro do escritório pastoral. Veja que, quando falamos de ensino, temos em mente o ensino de uma família, onde cada um é edificado pelo outro em amor. Se não ensinarmos aos irmãos, eles não estarão prontos para serem edificados. Para ser edificada, cada pedra deve ter determinado tamanho, forma e textura, e o padrão que devemos seguir é o da pedra angular, isto é, o Senhor Jesus. Ele é a pedra angular à qual todas as outras precisam estar alinhadas. Mas Jesus não é apenas a pedra angular, Ele é também a pedra de esquina. A pedra angular era a pedra que servia de alicerce, onde toda a construção se apoiava, mas a pedra de esquina era aquela colocada para dar o prumo e a direção do edifício. Assim, é o Senhor quem determina a base e o prumo para cada pedra viva. Lembre-se que todos somos pedras vivas e construtores ao mesmo tempo.

O GCEU é o canteiro de obras, onde as pedras são coletadas, lapidadas, polidas e edificadas. O nosso desafio é se permitir ser lapidados uns pelos outros. Isso é ser igreja no modelo de Jesus.

Em Cristo Jesus, a pedra angular. Até a última casa!
                                                                                                               Pr. Luiz Antonio

segunda-feira, 26 de março de 2018

Carta Pastoral 081 - Compreendendo a Edificação parte 02


Carta pastoral – Março de 2018 – ano III – 081

Série “Alinhando a visão”

“Compreendendo a Edificação 02”

Textos para ler: 1Pe 2.1-10; Ef 2.20-22; Ef 4.11-12; Hb 3.6

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Na semana passada aprendemos que na edificação da Casa de Deus, os ministérios apontam para cada função nessa edificação, e que o ministério de apóstolo é aquele que tem a capacidade de fazer a leitura do projeto, de entender e transmitir a visão da edificação para a igreja. Hoje vamos dar continuidade ao aprendizado sobre as demais funções na edificação da Casa de Deus.

2. A coleta das pedras

Uma vez que conhecemos a planta, a visão da casa, então precisamos sair para coletar as pedras. Assim, nosso segundo passo é achar as pedras vivas. Precisamos encontrar o lugar onde há pedras e levá-las para o local da construção, o que aponta para o evangelismo. Deus nos leva a buscar pedras mortas e transportá-las para o reino da luz, onde se tornam pedras vivas. Depois, elas se tornam pedras lavadas e, mais adiante, pedras lapidadas.

Somente trazer as pedras e lavá-las não é suficiente. Não podemos pegar a pedra bruta e usá-la na edificação. Algumas pedras são muito grandes e não cabem no espaço da construção. Neste caso, elas precisam ser quebradas para serem edificadas. Há pedras que se acham grandes e preciosas demais para fazerem parte da construção de um grupo de discipulado tão simples. E, enquanto pensam assim, não são edificadas, encaixadas nem vinculadas na construção.

Existem pedras que são muito ásperas, outras possuem lascas cortantes e acabam ferindo as pedras que estão a seu lado na construção. Também há as que não gostam da construção local e vivem rolando de uma igreja para outra. São pedras, mas ainda não estão prontas para a edificação; seus hábitos antigos precisam ser mudados.

Muitas igrejas são boas em coletar pedras, mas porque não são orientadas pelo propósito eterno, param neste ponto. Elas só ajuntam pedras, mas isso não é uma casa, é apenas uma pilha de pedras. Algo que aprendi é que pedras que estão edificadas e encaixadas na construção não podem ser levadas. Somente as que estão soltas são levadas. Se uma pessoa não permaneceu é porque ainda não estava apropriadamente edificada, pois ninguém leva a pedra que está assentada na parede; contudo, a pedra amontoada pode ser

Facilmente levada. O propósito de Deus não é ter um ajuntamento de pedras, um amontoado de rochas. Ele deseja ter Sua Casa e, para isso, é preciso que as pedras sejam

edificadas e vinculadas na construção. Portanto, não é o tamanho ou a quantidade de pedras que importa, mas a edificação. Deus não pode habitar no meio de um monte de pedras. Por isso muitas igrejas possuem a presença de Deus, mas ainda não são a habitação de Deus. Elas realmente desfrutam de uma forte presença de Deus, mas ela não é permanente. Quando nos tornamos casa para Deus, Sua presença não se ausenta, mas se manifesta em todo tempo. Quando duas ou três pedras estão reunidas, o Senhor se faz presente, mas se essas pedras se recusam a ser edificadas e se tornar habitação de Deus, a presença do Senhor se vai. É como se Ele dissesse: “É bom estar aqui com vocês, mas eu preciso de um lugar onde eu possa repousar!” A presença do Senhor será constante se formos edificados juntos, como Sua casa espiritual.

Edificando uma casa para Deus, até a última casa!

                                                                                                 Pr. Luiz Antonio

sábado, 17 de março de 2018

Carta Pastoral 080 - Compreendendo a Edificação


Carta pastoral – Março de 2018 – ano III – 080

Série “Alinhando a visão”

“Compreendendo a Edificação”

Textos para ler: 1Pe 2.1-10; Ef 2.20-22; Ef 4.11-12; Hb 3.6

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

Muitos cristãos são bastante corretos quanto à conduta e parecem ser muito espirituais, mas, lamentavelmente, são apenas pedras isoladas. Podem até ser pedras preciosas, mas se estiverem isoladas, não serão de muita utilidade para o propósito eterno de Deus. O Senhor deseja uma casa e não uma infinidade de pedras preciosas isoladas, destinadas a compor uma exposição. Nossa grande necessidade, hoje, é sermos edificados juntos na vida do grupo de discipulado. Se ganhamos muitas pessoas, mas não as edificamos como parte do edifício de Deus, nosso trabalho pode ser em vão. Quando aprendemos a ser edificados, temos vitória, santificação, poder, plenitude de Deus e riqueza espiritual; tudo depende de sermos encaixados e edificados no edifício de Deus. Não é suficiente coletarmos pedras, é preciso edificar essas pedras, colocando-as no edifício da Casa de Deus. Hoje em dia, a realidade na maioria das igrejas é que as pessoas buscam poder espiritual isoladamente, buscam uma vida de santidade ignorando os demais membros do corpo. O fato é que quanto mais buscam, mais pobres se tornam. Todos nós precisamos abandonar nosso individualismo e nos abrir para sermos edificados junto com outros irmãos. Todos os nossos problemas são consequência de uma única coisa: somos muito

individualistas e independentes, estamos desvinculados uns dos outros. É por esse motivo que somos assediados por fracassos e fraquezas. Você tem algum pecado que o assedia, o qual não consegue vencer? Quando se dispuser a ser vinculado e edificado com outros irmãos, você descobrirá como seu pecado pode ser superado. Como cristão, você é capaz de apontar outros membros específicos do Corpo de Cristo com quem se relaciona de maneira prática? Esse assunto não é uma questão de doutrina ou de espiritualidade, mas de realidade prática. O único caminho para ser um crente vitorioso é estar vinculado.

A intenção do Senhor é que cada grupo de discipulado seja uma expressão da Igreja. Cada grupo de discipulado precisa ser como um corpo com muitos membros bem encaixados e edificados em comunhão e unidade.

Para construir um prédio, precisamos de cinco elementos fundamentais, e não podemos prescindir de qualquer um deles. Esses cinco elementos estão todos relacionados aos cinco ministérios citados em Efésios 4.11-12, e precisam ser observados na vida normal do grupo de discipulado, pois tais ministérios foram constituídos para treinamento dos santos a fim de que estes desempenhem o serviço de edificação da Casa de Deus. O serviço dos santos é a edificação do Corpo de Cristo. Esse é o nosso trabalho. Qualquer propósito diferente deste está fora do propósito eterno de Deus. Todos os santos devem ser treinados para fazer a obra de construção, e nenhum de nós pode ficar de fora do trabalho de edificação da Casa de Deus.

1. A planta da edificação

O primeiro elemento necessário para se construir uma casa é o projeto, a planta. Como sabemos onde colocar cada pedra? Como conseguimos dar a mesma forma às pedras? Qual é o padrão? Para isso, precisamos da planta da construção, e todos os trabalhadores envolvidos na obra de edificação precisam saber como ler esse projeto que já foi dado pelos apóstolos. Este aspecto é função do ministério apostólico.

É por isso que precisamos do ministério apostólico para fazer a obra de edificação da Casa de Deus. Cada membro do grupo de discipulado precisa saber ler a planta e conhecer o propósito eterno, não apenas o líder do grupo de discipulado, mas todos os membros. Este é o problema de muitas igrejas com grupos de discipulado: os membros não sabem o que é a Casa de Deus; tratam os grupos de discipulado apenas como um grupo pequeno

e trabalham de acordo com seu próprio entendimento. Por causa disso, rapidamente o grupo de discipulado se torna uma obra humana e acaba morrendo. Para tratar esse problema, precisamos do ministério apostólico. E o que estou compartilhando aqui a respeito do propósito eterno de Deus nesses dias é, na verdade, a planta do edifício.

Vamos continuar na próxima semana, a conhecer os demais elementos da Edificação da Casa de Deus. Em Cristo Jesus, pedra angular. Até a última casa!

                                                                                                            Pr. Luiz Antonio

domingo, 11 de março de 2018

Carta Pastoral 079 - Fazer ou Gerar?


Carta pastoral – Março de 2018 – ano III – 079

Série “Alinhando a visão”

“Fazer ou Gerar?”

Textos para ler: Gn 1.27-28; Gn 4.17-22; Gn 5.1-8

Queridos e amados irmãos, que a graça e paz do Senhor seja sobre sua vida e sua família.

A Palavra de Deus, especificamente o evangelho, possui um ponto central. Envolvemo-nos em demasia com coisas secundárias e até periféricas, enquanto o ponto central do evangelho é a Igreja, é Cristo dentro de nós.

Desde a eternidade passada, estava no coração de Deus Seu desejo de ter filhos. Deus intentava cumprir esse propósito por meio de Adão, mas Adão pecou, e o propósito de Deus foi momentaneamente adiado. Mas hoje, em Cristo, Seu propósito é restabelecido.

Dentro da visão do discipulado, classificamos as igrejas como sendo igrejas de programas ou igrejas em discipulado. As igrejas de programas são todas cujo propósito é o fazer algo, o realizar atividades, ou seja, realizar programações.

As igrejas em discipulado, por outro lado, têm outro objetivo. Seu alvo básico não é o fazer, o realizar programas, mas gerar filhos e discípulos. Esse é o ponto central da visão de discipulado, a base que sustenta toda a visão. Há um princípio básico que sustenta a igreja de programas, assim como há um princípio fundamental na base da igreja em discipulado. A mentalidade básica da igreja de programas é o fazer algo para Deus. Não há preocupação com o propósito, desejam apenas fazer algo para Deus. Por outro lado, em uma igreja em discipulado, toda a atenção é voltada para a edificação, multiplicação e para o cuidado uns com os outros. Há, portanto, dois princípios, duas visões sobre a obra de Deus: a visão de fazer algo para Deus, em contraposição à visão de gerar alguém para Deus – fazer versus gerar.

Naturalmente, não estamos dizendo que seja errado fazer coisas para Deus. Não é questão de certo ou errado, de conflito entre o pecaminoso e o santo. Para nós, é uma questão de paradigma, de modelo. Supomos que tanto os que fazem coisas quanto os que geram filhos desejam agradar ao Senhor. A grande questão é qual dos dois paradigmas atinge o objetivo de agradar ao coração do Pai. Os que fazem coisas e promovem atividades realizam coisas louváveis, obras de misericórdia, serviços, artes e outras realizações. Quem faz coisas para Deus deseja algo bom e até louvável. Trata-se de uma maneira de se enxergar o relacionamento com Deus, baseado sempre em fazer coisas para o Senhor. Eles acreditam que só agradam a Deus quando estão fazendo coisas para Ele. Em oposição a esse modelo, há quem entenda que, no coração de Deus, está o gerar. Não que não façam mais coisas, mas as coisas que fazem não são um fim nelas mesmas, mas apenas um meio de gerar mais para Deus.

No começo, Deus criou o homem, abençoou-o e disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra”. Deus ordenou que eles fossem fecundos. É como se o Senhor dissesse para Adão: “Eu quero ter filhos. Criei você para ser meu filho. Darei a você habilidade para transmitir aos seus filhos a minha imagem, essa vida que eu quero que você tenha”. A consequência da queda foi a perda da imagem divina. Ao cair, o homem foi contaminado pelo pensamento de Lúcifer, recebendo em si a semente do diabo, e agora ele não está mais preocupado em cumprir o propósito de Deus. Sua preocupação agora é outra, é ter realizações e feitos para receber reino, poder e glória para si mesmo. O homem quer agora uma posição, um título de honra e é isso o que vemos no decorrer da narração bíblica.

Os capítulos 4 e 5 de Gênesis nos dão um retrato de duas gerações de homens a partir de Adão: os descendentes de Caim e os descendentes de Sete. Duas gerações representando dois tipos de homens e dois paradigmas: o do fazer e o do gerar.

Qual dessas duas gerações fazemos ou desejamos fazer parte?

Em Cristo Jesus, esperança da Glória. Até a última casa!

                                                                                                                Pr. Luiz Antonio

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